Professores e funcionários da região garantem bônus recorde após metas batidas no Saresp

Redação Publicado em 14/04/2026, às 13h35
O Governo de São Paulo confirmou que vai abrir o bolso para premiar os profissionais da educação com o maior bônus dos últimos dez anos. Ao todo, o estado vai investir quase R$ 1 bilhão para recompensar o esforço de mais de 188 mil servidores que bateram as metas de aprendizado. Para quem trabalha na Baixada Santista, a notícia é excelente: o bônus na região vai somar R$ 23,4 milhões, beneficiando 5.106 profissionais que viram seus alunos brilharem nas provas estaduais.
Esse pagamento, previsto para cair na conta já no final de abril, é o dobro do que foi pago no ano passado. O grande diferencial desta vez é que o bônus será dividido em duas etapas. Esta primeira parcela foca nos resultados do Saresp (a prova oficial do estado). A novidade é que, em setembro, haverá um segundo pagamento baseado no Saeb (a prova do governo federal), o que significa que muitos professores e funcionários podem receber uma bonificação dupla em 2026.
Metas batidas e valores no bolso
Os números mostram que a educação paulista está em ritmo de crescimento. Na média geral, o valor que cada servidor vai receber gira em torno de R$ 5.066,89. Esse montante é um reconhecimento direto pelo fato de a rede estadual ter alcançado a melhor nota da história em matemática no Ensino Fundamental, superando os desafios deixados pelo período da pandemia.
O secretário da Educação, Renato Feder, destacou que essa é a forma que o estado encontrou para agradecer a dedicação diária de quem está no chão da escola. Segundo ele, o avanço de 16,5% nas notas dos anos finais do Ensino Fundamental mostra que as estratégias de ensino estão funcionando. Das milhares de unidades de ensino do estado, 3.760 conseguiram atingir a chamada "meta ouro" do Saresp, garantindo o bônus máximo para suas equipes.
Como funciona o cálculo?
Muita gente tem dúvida sobre como esse dinheiro chega até o profissional. O cálculo não é aleatório; ele leva em conta três pontos principais:
Para os professores que dão aulas de matérias que não caem na prova, como Educação Física, ou para as equipes de limpeza e secretaria, o valor é calculado com base no desempenho geral da escola. Já os professores de Português e Matemática recebem de forma proporcional à sua carga horária e ao resultado específico de suas turmas. Se a escola atingir o topo do ranking tanto no estado quanto no governo federal (o nível "diamante"), os servidores podem chegar a ganhar até dois salários extras.
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