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Baixada Santista registra maior número de óbitos por hipertensão em três anos

Praia Grande concentra maior número de registros na região; cardiologista alerta que doença atinge 90% dos casos de forma silenciosa

Em 2025, a Baixada Santista teve um aumento de 10,34% nas mortes por hipertensão, totalizando 96 óbitos, o maior índice em três anos - Foto: Reprodução
Em 2025, a Baixada Santista teve um aumento de 10,34% nas mortes por hipertensão, totalizando 96 óbitos, o maior índice em três anos - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 05/05/2026, às 09h49


O avanço das doenças silenciosas acendeu o sinal de alerta na Baixada Santista. Em 2025, a região registrou um aumento de 10,34% nas mortes causadas por hipertensão arterial, totalizando 96 óbitos contra 87 registrados no ano anterior. Os dados, extraídos da plataforma Datasus do Ministério da Saúde, revelam o maior índice de mortalidade pela doença nos últimos três anos.

A hipertensão essencial, tipo que representa até 95% dos diagnósticos, é caracterizada pela ausência de sintomas claros, agindo de forma persistente nas artérias. Segundo a cardiologista Flávia Lotto, a prevenção deve focar no controle da pressão em níveis próximos a 120/80 mmHg. "Acima disso, já é um sinal de alerta e deve ser avaliado pelo médico", orienta a especialista.

Cenário regional

A distribuição dos casos mostra uma disparidade significativa entre os municípios. Praia Grande registrou a maior concentração de óbitos, com 39 casos, o equivalente a 40% de todas as mortes da região. O município teve um salto de 18,18% em comparação a 2024.

Na contramão, cidades como Cubatão apresentaram uma queda expressiva, reduzindo o número de óbitos de 8 para 5 no período. Bertioga manteve o menor índice, com apenas um registro em 2025.

Perfil das vítimas e fatores de risco

O levantamento detalha que o grupo mais vulnerável é composto por mulheres, que representam 58,33% das vítimas fatais. Além disso, a idade avançada é um fator determinante: pessoas com mais de 80 anos somaram 43 óbitos, quase metade do total regional.

Embora a genética e a idade contribuam, o estilo de vida é o principal vilão. O sedentarismo, o excesso de peso e o consumo abusivo de álcool e sódio danificam as artérias do coração e do cérebro. Sem o devido acompanhamento, a hipertensão evolui para quadros graves, como infarto, AVC e aneurismas.

Prevenção e estilo de vida

A cardiologista reforça que o diagnóstico precoce é a melhor arma. Pessoas sem sintomas devem aferir a pressão em consultas de rotina, enquanto hipertensos controlados precisam de revisão a cada seis meses. Mudanças simples, como investir em atividade física, controle do estresse e alimentação adequada, são as estratégias fundamentais para reverter essa curva de crescimento da mortalidade na região.