Meio ambiente

Baleia-jubarte juvenil é encontrada morta na praia do Centro de Mongaguá

O animal, um macho em avançado estado de decomposição, foi localizado por pescadores na manhã deste sábado (3); equipes do Instituto Biopesca realizaram necrópsia para investigar as possíveis causas da morte

Equipes do Instituto Biopesca realizaram a necrópsia de uma baleia-jubarte macho encontrada morta na praia do Centro, em Mongaguá, neste sábado (3) - Imagem: Guarda Ambiental de Mongaguá
Equipes do Instituto Biopesca realizaram a necrópsia de uma baleia-jubarte macho encontrada morta na praia do Centro, em Mongaguá, neste sábado (3) - Imagem: Guarda Ambiental de Mongaguá

Redação Publicado em 03/10/2026, às 15h22


Uma baleia-jubarte juvenil foi encontrada morta na praia de Mongaguá, em São Paulo, com estado avançado de decomposição, dificultando a identificação da causa da morte. O Instituto Biopesca foi acionado para realizar a necrópsia e investigar o caso.

O encalhe foi reportado por pescadores e equipes municipais foram mobilizadas para gerenciar a situação na praia. A análise da carcaça enfrenta desafios devido ao estágio de decomposição e às condições da maré.

Após os procedimentos técnicos, a carcaça será removida pela Prefeitura de Mongaguá para destinação adequada. O monitoramento de encalhes de baleias é crucial para entender a saúde da população e as causas de mortalidade da espécie durante sua migração pelo litoral brasileiro.

Uma baleia-jubarte macho, ainda juvenil, foi encontrada morta na manhã deste sábado (3) na praia do Centro, em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O animal estava em avançado estado de decomposição quando foi localizado, o que dificulta a identificação imediata da causa da morte. Equipes do Instituto Biopesca foram mobilizadas para realizar a necrópsia e coletar informações que possam contribuir para a investigação.

Segundo informações da Prefeitura de Mongaguá e da Guarda Ambiental (GEPAM), o encalhe foi comunicado por pescadores por volta das 7h20. Após o acionamento, equipes municipais de manutenção urbana e agentes ambientais foram deslocados para acompanhar a ocorrência e organizar o atendimento no trecho da praia.

A equipe do Instituto Biopesca iniciou os procedimentos de análise por volta das 11h30. A realização da necrópsia precisou considerar as condições da maré, já que o nível elevado da água inicialmente dificultava a execução segura do trabalho no local.

O avançado estágio de decomposição também representa uma dificuldade para a investigação. Até a atualização das informações, não havia confirmação oficial sobre o comprimento e o peso do animal, nem uma causa definida para a morte. O instituto foi procurado para fornecer informações adicionais sobre os resultados da análise, mas não havia respondido até a última atualização.

Após a conclusão dos procedimentos técnicos, a previsão é que a carcaça seja retirada pela Prefeitura de Mongaguá e encaminhada para destinação adequada em aterro sanitário.

O Instituto Biopesca atua no monitoramento e atendimento de ocorrências envolvendo animais marinhos nas praias da Baixada Santista. A instituição integra ações relacionadas ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, que inclui o registro de animais vivos e mortos e a realização de exames e necrópsias para contribuir com o acompanhamento da fauna marinha.

A presença de uma carcaça de animal marinho na faixa de areia exige cuidados por parte da população. A recomendação é não tocar, não tentar movimentar o animal e manter distância até que equipes especializadas façam a avaliação e o isolamento da área.

Além dos riscos relacionados à decomposição, a manipulação de uma carcaça pode oferecer perigo à saúde e à segurança das pessoas. O contato com tecidos em decomposição e fluidos corporais pode expor a população a microrganismos, enquanto o acúmulo de gases no interior do corpo pode provocar alterações na estrutura da carcaça.

Em situações de encalhe ou encontro de animais marinhos mortos, o procedimento adequado é comunicar os órgãos responsáveis pelo atendimento da ocorrência, permitindo que profissionais capacitados façam a avaliação e a destinação do animal.

Jubartes passam pelo litoral paulista durante a migração

A ocorrência acontece durante o período em que baleias-jubarte utilizam águas da costa brasileira como parte de seu ciclo migratório e reprodutivo. A espécie realiza deslocamentos sazonais entre áreas de alimentação em regiões mais frias e áreas de reprodução em águas tropicais.

De acordo com o Projeto Baleia Jubarte, o acompanhamento de animais encalhados é importante para avaliar a saúde da população e investigar possíveis causas de mortalidade. As análises de carcaças podem incluir coleta de material biológico e exames destinados a identificar patologias e outros fatores associados à morte.

A espécie, cujo nome científico é Megaptera novaeangliae, pode ser observada em diferentes pontos da costa brasileira durante a temporada migratória. O monitoramento desses animais também permite reunir informações sobre distribuição, condição corporal e dinâmica populacional.

O resultado da necrópsia realizada em Mongaguá poderá fornecer novos dados sobre o animal encontrado neste sábado. Entretanto, devido ao estado avançado de decomposição, ainda não há confirmação de que será possível determinar com precisão o que provocou a morte da baleia.