Conscientização

Banco Vermelho é instalado em quadra de escola de samba em Santos para alertar sobre violência contra a mulher

Equipamento foi colocado na Unidos da Zona Noroeste no domingo (12) e integra uma iniciativa de conscientização sobre a violência de gênero e divulgação de canais de denúncia

Banco Vermelho instalado na quadra da escola de samba Unidos da Zona Noroeste, em Santos (SP), no domingo (12), como parte de uma ação de conscientização sobre a violência contra a mulher - Imagem: Carlhos Abelha/TV Tribuna e Arquivo pessoal
Banco Vermelho instalado na quadra da escola de samba Unidos da Zona Noroeste, em Santos (SP), no domingo (12), como parte de uma ação de conscientização sobre a violência contra a mulher - Imagem: Carlhos Abelha/TV Tribuna e Arquivo pessoal

Redação Publicado em 15/07/2026, às 16h13


A instalação de um Banco Vermelho na quadra da escola de samba Unidos da Zona Noroeste, em Santos, visa conscientizar sobre a violência contra a mulher e homenagear vítimas, em uma ação liderada pela ativista Aldenir Dida Dias e coletivos locais.

A escolha da escola está ligada ao enredo do Carnaval de 2027, que abordará a luta das mulheres, e a iniciativa se inspira em um movimento iniciado na Itália em 2016, onde a cor vermelha simboliza a memória das vítimas e a necessidade de manter o tema em discussão.

O banco foi criado sem recursos públicos e reflete a colaboração entre grupos que promovem a defesa dos direitos femininos e a cultura afro-brasileira, alinhando-se à campanha Agosto Lilás e à Lei nº 14.942/2024, que prevê a instalação de bancos vermelhos como forma de denúncia e reflexão.

A quadra da escola de samba Unidos da Zona Noroeste, em Santos, no litoral de São Paulo, recebeu um Banco Vermelho no domingo (12). A iniciativa busca chamar a atenção para a violência contra a mulher, homenagear vítimas e divulgar informações de apoio e denúncia. A instalação foi articulada pela ativista Aldenir Dida Dias, de 69 anos, em parceria com os coletivos Maria Vai Com As Outras e AfroTu.

A escolha da agremiação foi relacionada ao enredo que a escola prepara para o Carnaval de 2027, com abordagem voltada à luta das mulheres. Para Dida, a instalação do equipamento também representa a união de grupos que desenvolvem ações ligadas à defesa dos direitos femininos, ao combate ao racismo e à cultura afro-brasileira.

Símbolo de conscientização

Segundo Dida, a iniciativa teve origem na Itália, em 2016, após mulheres criarem uma forma simbólica de homenagear amigas assassinadas. A cor vermelha foi associada à memória das vítimas e à necessidade de manter o debate sobre a violência contra a mulher em evidência.

“É um banco para que todas as pessoas olhem e lembrem dessa situação de violência que as mulheres vivem”, afirmou a idealizadora local.

A ação está relacionada ao Agosto Lilás, campanha de conscientização pelo fim da violência contra a mulher. A instalação de bancos vermelhos com frases de reflexão e informações sobre canais de denúncia é prevista pela Lei nº 14.942/2024.

Trabalho coletivo

O banco foi construído e decorado pelos grupos parceiros de forma independente, sem utilização de recursos públicos. Os coletivos atuam na região com projetos voltados à pauta feminista, à luta antirracista e à valorização da cultura afro-brasileira.

Para Dida, a parceria foi construída a partir da convergência entre as pautas defendidas pelas entidades. “A parceria surge quando a gente conhece outros coletivos que lutam pelos mesmos objetivos”, explicou.