Operação especial vistoriou 37 estabelecimentos e redes de fast food no fim de semana

Redação Publicado em 03/06/2026, às 09h01
Uma grande ofensiva de fiscalização e saúde pública movimentou os bastidores do comércio de Guarujá. A Vigilância Sanitária do município emitiu dois autos de infração e aplicou multas pesadas a estabelecimentos comerciais após uma intensa operação de fiscalização que vistoriou 37 lanchonetes e redes de fast food durante o último fim de semana, compreendendo o sábado (30) e o domingo (31).
Os fiscais de saúde pública foram divididos em diferentes equipes estratégicas. Eles percorreram as principais vias comerciais de bairros como Vicente de Carvalho, Enseada, Santa Rosa e também a região Central (Pitangueiras). A prioridade do mapeamento técnico foi focar em locais de grande giro na comercialização de alimentos para consumo imediato e também em franquias renomadas que se instalam no município.
Como resultado prático da varredura realizada pela equipe da Vigilância Sanitária, os agentes geraram um balanço expressivo de 93 atos oficiais expedidos. Entre eles, constam 22 advertências formais, 30 intimações corretivas, 14 notificações, 25 vistorias técnicas registradas e, por fim, os dois autos de infração mais graves, que culminaram na inutilização imediata de produtos e na aplicação direta de multas financeiras.
Tolerância zero com a procedência do gelo
Para além das autuações aplicadas nos pátios e cozinhas, as equipes de saúde empenharam-se na orientação técnica detalhada dos donos dos comércios e gerentes, apontando as medidas necessárias para a total adequação às exigências previstas no código sanitário.
O principal foco de cobrança nesta blitz foi a procedência do gelo utilizado na conservação de insumos e no preparo direto de sucos, refrigerantes e bebidas alcoólicas. De acordo com a prefeitura, o comércio local de Guarujá já havia recebido cartilhas e avisos em ações prévias. Por esse motivo, a gestão municipal decretou "tolerância zero" para estabelecimentos que compram ou fabricam gelo sem registro sanitário ou comprovação de origem fabril.
Equilíbrio entre educação e punição
O coordenador da Vigilância Sanitária do município, Heleno Júnior, explicou que as operações da pasta mantêm um caráter educativo continuado, porém as punições administrativas serão intensificadas caso haja reincidência por parte dos proprietários das lanchonetes.
“Os comerciantes já receberam orientações reiteradas sobre as exigências sanitárias em fiscalizações realizadas nos últimos anos, motivo pelo qual a adoção das medidas cabíveis passa a ser intensificada em casos de descumprimento da legislação”, alertou o coordenador.
Aproveitando o forte aparato fiscal nas ruas do litoral paulista, os agentes públicos também realizaram a fiscalização simultânea do cumprimento da legislação que regula o comércio de tabaco e álcool. As equipes checaram o cumprimento de leis estaduais que proíbem expressamente a venda e o consumo de bebidas alcoólicas e de cigarros para menores de 18 anos dentro dos estabelecimentos.
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