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Bombeiros retomam buscas por caiaquista que sumiu após mal súbito em rio de Bertioga

Mergulhadores enfrentam mata fechada e pane mecânica em barco para manter varreduras no Rio Itapanhaú

Rafael Alves Santos desmaiou e caiu na água no último sábado (23) na altura do bairro Mangue Seco - Imagem: Reprodução
Rafael Alves Santos desmaiou e caiu na água no último sábado (23) na altura do bairro Mangue Seco - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 25/05/2026, às 13h41


O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) e o Corpo de Bombeiros entraram, na manhã desta segunda-feira (25), no terceiro dia consecutivo de buscas intensas pelo Rio Itapanhaú, em Bertioga, no Litoral Norte de São Paulo. As equipes tentam localizar o caiaquista Rafael Alves Santos, popularmente conhecido como ‘Jamaica’, que desapareceu no último sábado (23) após sofrer um mal súbito e cair nas águas do rio.

Durante todo o domingo (24), equipes de mergulhadores especializados do GBMar realizaram varreduras subaquáticas na região onde o acidente foi registrado. No entanto, devido às características geográficas do leito do rio e à baixa visibilidade da água, os profissionais não obtiveram sucesso na localização de Rafael até o encerramento dos trabalhos ao anoitecer.

Mal súbito durante apoio a maratona aquática

O desaparecimento ocorreu por volta das 8h35 de sábado, em uma área de preservação ambiental severa e de difícil acesso logístico, localizada no bairro Mangue Seco, a cerca de 18 quilômetros da região considerada navegável do município de Bertioga.

Rafael estava atuando na retaguarda de segurança e suporte a atletas que disputavam uma maratona aquática de longa distância, cujo percurso total somava 21 quilômetros de travessia. Ele navegava a bordo de um caiaque quando, segundo relatos de testemunhas colhidos pelas autoridades, sofreu um desmaio repentino, perdeu o equilíbrio e caiu no Rio Itapanhaú, submergindo imediatamente e não retornando à superfície.

Dificuldades logísticas e falha mecânica

A operação de resgate mobiliza viaturas terrestres e embarcações infláveis de salvamento, mas a geografia do local tem imposto severos desafios aos bombeiros. O perímetro é cercado por densa vegetação de mata atlântica e manguezais, o que restringe o deslocamento das equipes de apoio.

O nível de desgaste das equipes aumentou após uma das embarcações oficiais utilizadas na varredura apresentar uma pane mecânica no meio do rio. A liderança do GBMar precisou estruturar uma força-tarefa paralela de socorro técnico para consertar o motor e garantir a continuidade das buscas no quadrante. Durante a tarde de domingo, equipes de apoio terrestre retornaram ao ponto focal da floresta para fornecer suporte logístico, combustível e alimentação para os mergulhadores que seguiam na água.

O comando do GBMar informou que a operação foi totalmente reiniciada com os primeiros raios de sol desta segunda-feira, com o mapeamento de novas áreas de correnteza abaixo do ponto original da queda de 'Jamaica'.