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Bombeiros salvam 1.475 banhistas, mas fim de semana termina com luto em quatro cidades

Aproximadamente 1.500 resgates ocorreram na temporada; veja quais cidades registraram mais mortes

O último fim de semana foi marcado por um aumento preocupante no número de óbitos, com cinco mortes em um dia - Foto: Gbmar/ Reprodução
O último fim de semana foi marcado por um aumento preocupante no número de óbitos, com cinco mortes em um dia - Foto: Gbmar/ Reprodução

Redação Publicado em 13/01/2026, às 08h36


O trabalho dos guarda-vidas nas praias paulistas tem sido uma verdadeira corrida contra o tempo nesta temporada. Os números mostram que, em média, pelo menos uma pessoa foi salva de se afogar a cada hora. Desde o início de dezembro até agora, as equipes do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) entraram em ação para resgatar impressionantes 1.475 banhistas que estavam em apuros no mar.

Esses salvamentos envolveram desde situações simples, como retirar pessoas de buracos na areia submersa, até operações de alta complexidade. Ao todo, foram realizadas 884 ações diretas de resgate, sendo que em 26 delas foi necessário acionar o apoio pesado de helicópteros para tirar as vítimas da água com rapidez antes que o pior acontecesse.

Um fim de semana fatal

Apesar de todo o esforço e agilidade das equipes de salvamento, o mar fez muitas vítimas nos últimos dias. O recorte mais recente, referente apenas a este último fim de semana (dias 10 e 11 de janeiro), revela um cenário assustador: foram oito mortes confirmadas em apenas 48 horas.

O sábado (10) foi o dia mais crítico, concentrando cinco dessas tragédias: duas pessoas morreram em Praia Grande, outras duas perderam a vida em Itanhaém e uma vítima faleceu em Guarujá. Já no domingo (11), a situação continuou perigosa, somando mais três óbitos: foram mais dois registros fatais em Guarujá e um em Mongaguá.

Estatísticas da temporada

Com esses novos casos, o balanço geral da temporada fica ainda mais preocupante. Em pouco mais de um mês (entre 1º de dezembro de 2025 e 11 de janeiro de 2026), o total de mortes por afogamento no litoral de São Paulo chegou a 30. A média gira em torno de cinco tragédias por semana.

No acumulado geral, as cidades de Guarujá e Itanhaém lideram o ranking negativo, com oito óbitos registrados em cada município durante todo o período. Praia Grande aparece na sequência com seis mortes. Outros locais também tiveram ocorrências, como Mongaguá (3), Ubatuba (2), Ilhabela (1), Ilha Comprida (1) e São Sebastião (1). Por outro lado, Santos, São Vicente, Bertioga e Peruíbe conseguiram passar por esse período sem registrar nenhuma morte no mar.

Prevenção é o melhor remédio

Para tentar frear essas estatísticas tristes, a aposta continua sendo a prevenção "no grito" e no apito. Além dos resgates, os bombeiros realizaram mais de 506 mil orientações diretas aos turistas, tanto na areia quanto na água, como parte da "Operação Praia Segura".

Para quem vai descer a serra, a regra de ouro permanece: respeite a sinalização. Se existe uma placa indicando perigo, não entre. Outro ponto crucial é evitar misturar álcool e mar, pois a bebida diminui os reflexos. A recomendação oficial é sempre ficar perto dos postos de guarda-vidas e, na dúvida, perguntar ao profissional sobre as condições da maré antes de mergulhar.