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Brito, zagueiro titular do tricampeonato da Seleção em 1970, morre aos 86 anos

Ídolo histórico do Vasco da Gama, ex-defensor formou dupla inesquecível com Piazza no México

Falece Brito, o 'Hércules' que blindou a defesa do Brasil na Copa de 70 - Imagem: Divulgação
Falece Brito, o 'Hércules' que blindou a defesa do Brasil na Copa de 70 - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 12/06/2026, às 10h20


O futebol brasileiro perdeu um dos seus maiores baluartes defensivos. O ex-zagueiro Brito, titular absoluto na histórica campanha do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, faleceu aos 86 anos. A informação foi confirmada por meio de uma publicação oficial em suas redes sociais, embora a causa da morte não tenha sido divulgada pela família.

Batizado como Hércules Brito Ruas, o ex-jogador carregou no nome e no futebol a força física que o transformou em uma lenda. Brito foi revelado nas categorias de base do Vasco da Gama, seu clube do coração. Em São Januário, ele teve a hercúlea missão de substituir o capitão Bellini no início da década de 1960. Ao todo, vestiu a camisa cruz-maltina em 405 partidas e marcou 11 gols, conquistando o Torneio de Paris de 1957 e o Torneio Rio-São Paulo de 1966.

Seu desempenho no Rio de Janeiro o levou à Seleção Brasileira pela primeira vez na Copa de 1966, na Inglaterra, onde foi titular na dolorosa eliminação para Portugal. Após uma transferência para o Flamengo em 1969, Brito carimbou sua vaga para o Mundial de 1970, no México, sob o comando do técnico Zagallo.

Força e técnica no Estádio Azteca

Na histórica campanha do Tri, Brito formou uma das duplas de zaga mais emblemáticas do futebol mundial ao lado de Piazza. Enquanto o companheiro se destacava pela refinada técnica na saída de bola, o carioca impunha respeito pela vigorosa preparação física e combatividade, ele jogou os 90 minutos de todas as seis partidas no México sem ser substituído.

A consagração máxima daquela geração veio com a goleada por 4 a 1 sobre a Itália na grande final, realizada no lendário Estádio Azteca. Coincidentemente, o mesmo gramado onde o ex-zagueiro ergueu a Taça Jules Rimet foi o palco da abertura da Copa do Mundo de 2026, no duelo entre México e África do Sul ocorrido na última quinta-feira (11).

Além dos gigantes cariocas, o defensor construiu uma carreira longeva, acumulando passagens por Cruzeiro, Botafogo, Corinthians, Athletico-PR e clubes do mercado venezuelano e canadense.

CBF presta reverência ao ídolo

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu uma nota oficial lamentando a partida do ex-defensor. O presidente da entidade, Samir Xaud, exaltou o legado de raça deixado pelo eterno camisa 2 da Seleção de 70:

“Brito nos deixou como um dos grandes zagueiros da história do futebol brasileiro. Sua contribuição para o tricampeonato mundial na Copa de 70 será eternamente lembrada por todos nós. Presto minha reverência a este ídolo do nosso país. Que sua raça seja uma inspiração para nossos jogadores que disputarão a Copa.”