Conhecida como Neguinha, a vira-lata vivia na orla do Canto do Forte, em Praia Grande; agressor ainda não foi identificado e imagens da orla estão sob análise.

Ana Beatriz Publicado em 31/01/2026, às 18h19
A cadela comunitária apelidada de Neguinha, esfaqueada na praia do bairro Canto do Forte, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, não corre mais risco de morte. Um vídeo divulgado pela prefeitura mostra a vira-lata caminhando em uma clínica veterinária após passar por cirurgia, sinalizando evolução positiva no quadro de saúde.
Neguinha costumava permanecer nas proximidades da base da Guarda Costeira instalada na orla e era presença frequente no início dos turnos dos agentes. Na manhã de quinta-feira (29), guardas que chegavam para assumir o serviço perceberam manchas de sangue próximas à estrutura e estranharam a ausência do animal. Durante as buscas, a cadela foi localizada ferida, escondida sob um contêiner utilizado para armazenamento de equipamentos.
Segundo a administração municipal, Neguinha apresentava diversos ferimentos provocados por faca e estava bastante ensanguentada. A equipe da Divisão de Controle de População Animal foi acionada, prestou os primeiros socorros e encaminhou a cadela a uma clínica veterinária particular credenciada pela prefeitura. A cirurgia foi realizada ainda na tarde de quinta-feira.
Em nota, a prefeitura informou que a cadela segue em recuperação, sem previsão de alta. “A cachorrinha se encontra em processo de recuperação e está evoluindo bem após o procedimento cirúrgico”, destacou a administração municipal.
As circunstâncias do ataque ainda são investigadas. O autor da agressão não foi identificado até o momento, e imagens das câmeras de monitoramento da orla estão sendo analisadas pelo Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe). O caso foi registrado em boletim de ocorrência da Guarda Civil Municipal (GCM) e deve ser encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público.
O episódio ocorre em meio a outros casos recentes de maus-tratos contra animais que ganharam repercussão nacional. Em Florianópolis (SC), o cão comunitário Orelha morreu após ser brutalmente agredido na Praia Brava, no início de janeiro. Exames periciais indicaram que o animal sofreu um golpe na cabeça com objeto contundente. Quatro adolescentes são apontados como autores da agressão, e três adultos foram indiciados por suspeita de coação de testemunha.

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