Itanhaém

Carcaça de baleia-jubarte encalha em decomposição na praia central de Itanhaém

Técnicos do Instituto Biopesca realizam necropsia e coletam amostras para investigar a causa da morte da baleia-jubarte

Durante o período migratório, jubartes enfrentam riscos como exaustão e colisões com redes de pesca, levando a encalhes - Foo: Reprodução / Instituto Biopésca
Durante o período migratório, jubartes enfrentam riscos como exaustão e colisões com redes de pesca, levando a encalhes - Foo: Reprodução / Instituto Biopésca

Redação Publicado em 28/08/2026, às 16h58


A carcaça de uma baleia-jubarte macho, medindo 10,7 metros de comprimento, foi encontrada encalhada na faixa de areia da Praia do Centro, em Itanhaém, na manhã desta sexta-feira (28). O animal já estava sem vida e em estágio avançado de decomposição quando foi avistado por moradores e equipes de monitoramento ambiental.

Técnicos e veterinários do Instituto Biopesca, órgão responsável pela execução do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) na região, foram acionados para prestar atendimento à ocorrência. No local, a equipe realizou a necropsia de campo e fez a coleta de amostras de tecidos e materiais biológicos para análises laboratoriais. As equipes apontaram indícios preliminares de que o mamífero marinho possa ter tido algum tipo de interação acidental com artefatos de pesca antes do encalhe, mas destacaram que o estado de degradação da carcaça impediu uma confirmação imediata da causa da morte.

Período migratório e rotas na costa brasileira

O Instituto Biopesca esclarece que o aparecimento de indivíduos da espécie é comum nesta época do ano ao longo de toda a costa paulista. Durante o inverno e o início da primavera, as jubartes deixam as águas geladas da região antártica em direção às águas quentes do Nordeste brasileiro para o ciclo de reprodução e amamentação dos filhotes.

Nessa longa travessia marítima de milhares de quilômetros, alguns animais acabam adoecendo, sofrendo com exaustão física ou se chocando acidentalmente com redes de pesca e embarcações. O quadro de debilidade reduz a capacidade de nado do mamífero, favorecendo o encalhe nas praias, na maioria das vezes já em óbito. Após a conclusão dos exames científicos preliminares, a carcaça da baleia foi removida da praia com o apoio de maquinário pesado da Prefeitura de Itanhaém para destinação sanitária adequada.