Cantora teve carro riscado durante partida do Santos e denúncia levou Polícia Civil a identificar 23 guardadores de veículos na região do estádio

Redação Publicado em 23/05/2026, às 14h19
A denúncia da cantora gospel Isadora Pompeo sobre seu carro riscado durante um jogo do Santos gerou a identificação de 23 flanelinhas na Vila Belmiro, destacando a problemática da atuação de guardadores informais na região.
O incidente ocorreu durante a partida entre Santos e San Lorenzo, onde a artista relatou ter sido coagida a pagar valores abusivos por estacionamento, o que levou a críticas nas redes sociais sobre a extorsão por flanelinhas.
Após o boletim de ocorrência, a Polícia Civil criou um banco de dados com informações dos flanelinhas, enquanto a Prefeitura de Santos informou que não há legislação contra a prática, mas reforçou a importância de denúncias e aumentou o patrulhamento na área.
A denúncia feita pela cantora gospel Isadora Pompeo após ter o carro riscado durante uma partida do Santos Futebol Clube mobilizou a Polícia Civil e resultou na identificação de 23 flanelinhas que atuam nos arredores da Vila Belmiro, em Santos.
O caso aconteceu durante a partida entre Santos e San Lorenzo, válida pela Copa Sul-Americana, realizada na última quarta-feira (20). Segundo relato da artista, um homem teria oferecido uma vaga para estacionar cobrando R$ 250. Após negociação, Isadora pagou outro valor, mas afirmou que o veículo acabou sendo riscado depois que ela se recusou a comprar ingressos com o flanelinha.
A situação ganhou enorme repercussão nas redes sociais após a cantora compartilhar o episódio com seus mais de 8 milhões de seguidores. O caso também reacendeu críticas sobre a atuação de guardadores informais de veículos em dias de jogos e grandes eventos na cidade.
Após o registro do boletim de ocorrência, equipes do 2º Distrito Policial de Santos realizaram uma operação nas imediações da Vila Belmiro e identificaram 23 pessoas que atuam frequentemente como flanelinhas na região.
De acordo com a Polícia Civil, os dados coletados passaram a integrar um banco de informações que será utilizado no cruzamento de investigações relacionadas a denúncias de extorsão, constrangimento e danos a veículos.
Em nota, a corporação afirmou que há relatos de torcedores coagidos a pagar valores considerados abusivos para estacionar em vias públicas, além de casos em que pessoas teriam sido pressionadas a comprar ingressos intermediados pelos próprios flanelinhas. Segundo as investigações, veículos também teriam sido danificados após recusas.
A polícia ressaltou que o banco de dados permitirá maior agilidade nas apurações e reforçou a importância de que vítimas formalizem denúncias para auxiliar na responsabilização dos envolvidos.
A Prefeitura de Santos informou que não existe legislação municipal que proíba a atuação de flanelinhas, mas destacou que situações de ameaça ou extorsão devem ser comunicadas imediatamente às autoridades policiais. A Guarda Civil Municipal também afirmou reforçar o patrulhamento no entorno da Vila Belmiro em dias de eventos.
Até a última atualização do caso, o Santos Futebol Clube não havia se manifestado oficialmente sobre o episódio envolvendo a cantora.
Leia também

Antes do Dia dos Namorados, Shawn Mendes chega ao Brasil

Atendente do IML de Santos é preso acusado de transferir dinheiro de celular de morto

Discussão por muro entre vizinhos termina com homem de 48 anos esfaqueado e morto em São Vicente

GCM de São Vicente usa cães farejadores e prende homem com drogas no Parque Bitaru

No primeiro quadrimestre do ano, São Vicente recicla 600 toneladas de materiais

Dupla é presa em flagrante com "cardápio" variado de drogas no bairro Vila Erminda em Peruíbe

Obras da Sabesp fecham ruas e mudam trânsito em sete cidades da região até domingo

Foragido por homicídio tenta usar documento falso, mas acaba preso com 3 kg de maconha em Peruíbe

Brasil defende invencibilidade de 14 vitórias contra o Irã na abertura da VNL

Crisis imigratória: cubanos fugitivos chegam ao Brasil