Balanço parcial da Polícia Militar Ambiental registra 1.173 ocorrências na região em 2026; 666 envolvem animais silvestres

Redação Publicado em 18/07/2026, às 15h00
Em 2026, 56,8% das infrações ambientais na Baixada Santista estão relacionadas à fauna silvestre, com 666 dos 1.173 casos envolvendo a manutenção de animais sem autorização, conforme dados da Polícia Militar Ambiental.
As principais causas das infrações incluem a expansão urbana irregular, a criação ilegal de aves e a pesca em desacordo com a legislação, além da ocupação de áreas protegidas como morros e manguezais.
A Polícia Ambiental realiza fiscalizações contínuas em áreas terrestres e marítimas, utilizando monitoramento por satélite e acompanhamento informatizado de criadores de aves para combater as infrações.
A fauna silvestre concentra 56,8% das infrações ambientais registradas na Baixada Santista em 2026, segundo balanço parcial da Polícia Militar Ambiental. Dos 1.173 casos contabilizados na região até a atualização mais recente, 666 estão relacionados à manutenção de animais silvestres sem autorização.
O levantamento é realizado pelo 3º Batalhão de Polícia Ambiental, por meio da 1ª e da 5ª Companhias, que atuam nos municípios da Baixada Santista. A infração envolve situações como captura, manutenção, transporte, comercialização ou utilização de animais silvestres sem autorização dos órgãos ambientais competentes.
Na sequência do balanço parcial aparecem a pesca em local ou período proibido, com 166 ocorrências, e a pesca com petrechos ou quantidade irregular, com 134 registros. Também foram contabilizados 128 casos de maus-tratos a animais e 79 ocorrências de introdução ou manutenção irregular de fauna.
Os números de 2024 e 2025 correspondem aos balanços anuais consolidados. O total de infrações ambientais caiu de 3.405 registros em 2024 para 3.125 no ano passado. Em 2026, o levantamento parcial soma 1.173 ocorrências até a atualização mais recente.
Expansão urbana e criação ilegal de aves
Segundo a Polícia Militar Ambiental, a expansão urbana irregular, a criação ilegal de aves silvestres e a pesca em desacordo com a legislação estão entre os principais fatores associados à incidência de infrações na região.
A corporação também relaciona parte das ocorrências contra a flora à ocupação irregular de áreas protegidas, especialmente morros e manguezais.
A Polícia Ambiental ressalta que um mesmo atendimento pode resultar na emissão de mais de um Auto de Infração. Dessa forma, o número de infrações não corresponde necessariamente à quantidade de fiscalizações realizadas.
Fiscalização em áreas terrestres e marítimas
As equipes mantêm ações permanentes de fiscalização em terra e no mar e realizam operações preventivas em parceria com as prefeituras da região.
A corporação também utiliza monitoramento por satélite para identificar novas áreas de degradação ambiental. O acompanhamento informatizado de criadores de aves é outra ferramenta empregada nas ações de fiscalização.
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