Com a saída de Wheatley, Binotto, que já cuidava do projeto, acumula funções e lidera a reestruturação da equipe

Gabriella Souza Publicado em 23/03/2026, às 10h28
A Audi, que é a equipe do piloto brasileiro Gabriel Bortoleto na Fórmula 1, surpreendeu o mundo do automobilismo nesta sexta-feira (20) ao anunciar que Jonathan Wheatley não faz mais parte da equipe. O time alemão confirmou que o inglês deixou o cargo de chefe de forma imediata, alegando "motivos pessoais" para o desligamento. Com a cadeira vazia, quem assume o comando total das operações é o italiano Mattia Binotto, que já cuidava do projeto da Audi na categoria e agora vai acumular as duas funções.
Wheatley teve uma passagem curta, mas marcante. Ele chegou em 2025 vindo da Red Bull e foi peça-chave para transformar a antiga Sauber na atual equipe de fábrica da Audi. Sob sua liderança, o time deu um salto de qualidade: saiu da lanterna do campeonato em 2024 para superar rivais como a Alpine em 2025. Foi nesse período que Nico Hulkenberg conquistou um pódio na Inglaterra e o brasileiro Gabriel Bortoleto conseguiu um ótimo sexto lugar no GP da Hungria.
Possível destino
Apesar do comunicado oficial falar em razões pessoais, os bastidores da F1 indicam que Jonathan Wheatley já estaria com as malas prontas para a Aston Martin. Segundo a mídia internacional, a equipe de Silverstone fez uma proposta para que ele assuma a gestão do time, permitindo que o lendário projetista Adrian Newey foque apenas na parte técnica. Dois pontos teriam pesado na decisão: a vontade da família de Wheatley de voltar a morar na Inglaterra, após um ano na Suíça, e o desejo dele de ter total autonomia nas decisões, sem precisar dividir o poder com Binotto.
Por enquanto, Lawrence Stroll, dono da Aston Martin, desconversa sobre os boatos. Ele afirmou que recebe contatos frequentes de executivos querendo trabalhar na sua escuderia, mas reforçou que a parceria atual com Newey segue firme. Enquanto o futuro de Wheatley não é oficializado, a Audi foca em sua reestruturação interna para não perder o ritmo de evolução no grid.
Novo chefe
Com a saída do colega, Mattia Binotto volta a ser o "homem forte" de uma equipe de Fórmula 1. O italiano é um velho conhecido do paddock, tendo feito história na Ferrari durante a era de ouro de Michael Schumacher, entre 2000 e 2004, como engenheiro de motores. Mais tarde, ele subiu na hierarquia da escuderia italiana até se tornar o chefe de equipe em 2019, cargo que ocupou até 2023 antes de se juntar ao projeto da Audi.
Em nota oficial, a montadora alemã agradeceu o trabalho de Wheatley e desejou sorte em seus próximos passos.
A Audi ainda planeja definir como será sua estrutura final de gestão mais para frente, mas garantiu que o foco permanece o mesmo: chegar ao topo e disputar o título mundial até 2030.
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