Segurança pública

Chefe do PCC resgatado de cadeia em Guarujá é preso na Bolívia após quatro anos foragido

Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho, foi localizado em Santa Cruz de la Sierra durante uma operação da polícia boliviana com informações repassadas por autoridades brasileiras

Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho, foi preso na Bolívia após permanecer foragido desde o resgate de uma cadeia em Guarujá, em janeiro de 2022. A captura contou com informações da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo - Imagem: g1 Santos e Reprodução
Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho, foi preso na Bolívia após permanecer foragido desde o resgate de uma cadeia em Guarujá, em janeiro de 2022. A captura contou com informações da Polícia Federal e da Polícia Civil de São Paulo - Imagem: g1 Santos e Reprodução

Redação Publicado em 23/09/2026, às 15h50


Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho e líder do PCC, foi preso na Bolívia após estar foragido desde janeiro de 2022, quando foi resgatado de uma prisão em Guarujá por criminosos armados.

Ele era procurado pela Justiça brasileira desde julho de 2022, enfrentando acusações de resistência, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A prisão foi realizada pela Polícia Boliviana com apoio da Polícia Federal e Civil de São Paulo, e a defesa de Betinho afirmou que continuará a proteger seus direitos durante o processo judicial.

Roberto Prieto Filho, conhecido como Betinho e apontado pelas autoridades como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso na terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ele estava foragido desde janeiro de 2022, quando foi retirado de uma unidade prisional em Guarujá, no litoral de São Paulo, durante uma ação executada por criminosos armados com fuzis.

A prisão foi realizada pela Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da Polícia Boliviana. A localização de Betinho contou com informações compartilhadas pela Polícia Federal (PF) e pela Polícia Civil de São Paulo. Após a prisão, a PF informou que adotou as providências cabíveis relacionadas ao caso.

Desde julho de 2022, Roberto Prieto Filho era procurado pela Justiça brasileira por força de um mandado de prisão preventiva. A ordem está relacionada a investigações pelos crimes de resistência, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A defesa de Betinho, representada pelo advogado Mathaus Agacci, informou que não comenta processos que tramitam sob segredo de Justiça. Em nota, afirmou que continuará atuando para garantir o respeito aos direitos e às garantias do investigado.

Resgate em Guarujá

Betinho ganhou notoriedade nacional após ser resgatado de uma cadeia anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá, em janeiro de 2022. Ele havia sido preso pela Polícia Civil na noite anterior e aguardava transferência para outra unidade prisional.

Durante a madrugada, um grupo de criminosos armados com fuzis chegou ao local e utilizou escadas para acessar o pátio interno da unidade. Os invasores efetuaram diversos disparos para impedir a reação dos agentes que estavam no prédio. Com a ação, Betinho e outro preso, Pablo Ribeiro Lopes Santos, conseguiram deixar a unidade. Um terceiro detento também fugiu durante a confusão.

O ataque provocou uma operação de emergência na região. Para dificultar a chegada das forças de segurança, os criminosos utilizaram um ônibus para bloquear a Avenida Santos Dumont, uma das principais vias de Guarujá. Segundo relatos obtidos na época, homens armados chegaram a efetuar disparos para o alto e obrigaram o motorista de um ônibus a posicionar o veículo atravessado na avenida. A ação teria durado entre 15 e 20 minutos.

Disparos também atingiram estabelecimentos comerciais próximos à unidade policial. Após o resgate, os criminosos deixaram a região em um veículo. Objetos e veículos relacionados à ação foram posteriormente apreendidos e encaminhados para perícia.

A prisão na Bolívia encerra um período de aproximadamente quatro anos em que Betinho permaneceu fora do alcance das autoridades brasileiras. A localização em território boliviano ocorreu por meio da cooperação entre órgãos de segurança dos dois países.