Apesar da força do temporal, não houve vítimas, mas cidades como Mongaguá e Santos enfrentam desafios com alagamentos

Redação Publicado em 11/03/2026, às 11h01
A quarta-feira (11) começou com o pé embaixo para quem vive no litoral. Uma sequência de chuvas intensas atingiu todas as cidades da Baixada Santista desde a madrugada, colocando as equipes de emergência em prontidão. Segundo a Defesa Civil do Estado, a região concentra os maiores volumes de água de todo o território paulista nas últimas 24 horas. O destaque negativo ficou para Peruíbe, que registrou o maior acumulado do estado, batendo a marca de 101 milímetros no bairro Parque do Trevo, o que gerou pontos de inundação e exigiu o resgate de moradores.
Apesar da força do temporal, o "olhar" das autoridades traz um certo alívio: não foram registradas ocorrências com vítimas ou desabamentos graves até o momento. No entanto, o cenário exige cuidado redobrado, especialmente em cidades como Mongaguá, que entrou ao nível de atenção após acumular quase 90 milímetros nos últimos três dias. Por lá, bairros como Agenor de Campos e Itaguaí enfrentam ruas alagadas, um reflexo do solo já encharcado que dificulta a drenagem natural da água.
Alagamentos e trânsito complicado em Santos
Em Santos, o acumulado do mês já chegou a 87 milímetros, sendo que boa parte desse volume caiu apenas nas últimas horas. A situação mais crítica para quem precisa se deslocar aparece na Avenida Nossa Senhora de Fátima. A via, que é uma das principais ligações da cidade, está com as faixas central e direita tomadas pela água nos dois sentidos. Com apenas a faixa da esquerda liberada, o trânsito flui lentamente e exige paciência dos motoristas que cruzam a Zona Noroeste.
Monitoramento constante nos morros e encostas
Nas cidades que possuem áreas de encosta, como Cubatão e Guarujá, o trabalho das defesas civis não para. Confira como está a situação em outros pontos da região:
A previsão é de que as equipes continuem nas ruas durante todo o dia, já que o solo em cidades como São Vicente e Santos permanece sob observação. O maior desafio no momento é a combinação entre a chuva persistente e a maré alta, que impede que os canais e bueiros deem vazão ao volume de água acumulado. Para quem mora em áreas de risco, a orientação é ficar atento a qualquer sinal de rachadura em paredes ou movimentação de terra e acionar imediatamente o telefone 199.
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