Pioneira no país com setor próprio de captação na Saúde, Santos inicia campanha Setembro Verde para estimular conversa sobre doação

Redação Publicado em 02/09/2026, às 10h38
Cerca de 42% das famílias brasileiras ainda dizem não na hora de autorizar a doação de órgãos de parentes que faleceram, sendo esse o principal motivo para que muitos transplantes não aconteçam no país. A decisão de salvar outras vidas depende diretamente do consentimento dos familiares. Por isso, conversar abertamente sobre o assunto em casa é o primeiro passo para mudar a realidade de quase 50 mil pessoas que esperam por uma cirurgia na fila nacional, sendo quase metade delas no estado de São Paulo.
Para quebrar tabus e conscientizar a população, Santos dá início às ações do Setembro Verde ao longo deste mês. A campanha é organizada pela Seção de Captação de Órgãos e Tecidos (Secapt), ligada à Secretaria de Saúde, e segue com atividades até o final de setembro, mês em que se comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos (27). O grande encontro com os moradores acontece no dia 26, sábado, com a Caminhada Setembro Verde, que reunirá o público das 10h às 14h em frente ao Aquário, na Ponta da Praia.
Estrutura pioneira no atendimento
Santos carrega desde 2022 o selo de Cidade Amiga dos Transplantes e se destaca no cenário nacional: é o único município brasileiro que mantém um setor de captação próprio dentro da estrutura da Secretaria de Saúde, enquanto em outros locais o trabalho costuma ficar restrito apenas aos hospitais. Essa integração facilita a identificação rápida de quem pode doar nas três UPAs (Zona Leste, Zona Noroeste e Central) e nos três hospitais da rede municipal (Estivadores, Zona Noroeste e Hospital de Pequeno Porte).
Como funciona o processo de doação
Quem deseja doar pode manifestar a vontade ainda em vida, caso em que é permitida a doação de um rim, parte do fígado, pedaço do pulmão em condições especiais e medula óssea. Já após a confirmação de morte encefálica, e com o sinal verde dos parentes, é viável doar órgãos vitais como coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas e intestino, além de tecidos como pele e córneas. Neste ano, 19 pacientes que tiveram morte encefálica em Santos doaram córneas, enquanto outras 38 pessoas procuraram o serviço em vida para registrar a intenção de doar o tecido ocular.
Agenda completa de atividades
A programação deste mês conta com encontros educativos, capacitações para equipes de saúde e ações de diálogo com a sociedade:
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