Dados do Infosiga revelam que janeiro foi o mês mais violento nas estradas e avenidas locais

Redação Publicado em 18/03/2026, às 10h12
O início de 2026 apresenta um cenário alarmante para a segurança viária na Baixada Santista. Segundo dados oficiais do Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), 55 pessoas faleceram em acidentes de trânsito apenas entre janeiro e fevereiro deste ano. O número representa uma alta drástica de 48,6% em comparação ao primeiro bimestre de 2025, quando foram registrados 37 óbitos. O aumento súbito acende um alerta vermelho para as autoridades de mobilidade urbana e segurança em todo o litoral paulista.
O levantamento detalha que o mês de janeiro foi particularmente crítico, concentrando 33 das 55 mortes registradas no período. Entre os índices que mais preocupam estão os atropelamentos, que saltaram de 10 para 17 casos, um crescimento de 70%. As colisões fatais envolvendo automóveis e motocicletas também apresentaram curvas ascendentes perigosas, com altas de 60% e 43,8%, respectivamente. Uma das tragédias que ganhou grande repercussão regional neste período foi a morte do influenciador Arthur Henrique Doria de Vasconcelos, em São Vicente, evidenciando a vulnerabilidade dos condutores nas vias locais.
Fatalidade por cidade
Ao analisar o mapa da violência no trânsito por município, a cidade de Praia Grande aparece no topo da lista com 12 mortes registradas nos dois primeiros meses do ano. Logo em seguida aparecem Mongaguá (8), Santos (7), São Vicente (7) e Guarujá (7). Municípios como Bertioga, Cubatão, Peruíbe e Itanhaém também contribuíram para a estatística negativa, completando o quadro regional de sinistros fatais que vitimaram pedestres, ciclistas e motoristas.
Os motociclistas continuam sendo o grupo com o maior número absoluto de perdas, totalizando 23 mortes no bimestre, o que reforça o perigo enfrentado por quem utiliza as duas rodas para trabalho ou locomoção diária. O Infosiga, que cruza dados de boletins de ocorrência, Detran-SP e IML, aponta que a consolidação dessas informações é fundamental para que as prefeituras e o Governo do Estado possam planejar intervenções urgentes, como melhoria na sinalização, instalação de novos radares e campanhas educativas. O desafio para o restante do semestre é reverter essa tendência de alta e garantir que as avenidas da Baixada deixem de ser um cenário de perdas constantes.
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