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Com mais de 700 vítimas atendidas, patrulha Maria da Penha prende 31 agressores neste ano em Praia Grande

A inspetora Roberta Freitas destaca a importância da empatia e do acompanhamento próximo às vítimas de violência doméstica

Desde o início do projeto, 731 mulheres foram acolhidas e ajudadas a enfrentar a violência doméstica em Praia Grande - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Praia Grande
Desde o início do projeto, 731 mulheres foram acolhidas e ajudadas a enfrentar a violência doméstica em Praia Grande - Foto: Divulgação/ Prefeitura de Praia Grande

Redação Publicado em 21/09/2026, às 11h28


Somente ao longo deste ano, a ação rápida e constante das equipes de segurança resultou na prisão de 31 homens que agrediram suas parceiras ou que desrespeitaram ordens judiciais de afastamento. Esses números expressivos de detenções refletem na prática o tamanho do trabalho feito pelo Grupamento Guardiã Maria da Penha, uma divisão especializada da Guarda Civil Municipal (GCM) de Praia Grande. Desde que o projeto saiu do papel e começou a rodar pelas ruas, em 2023, o grupo já acolheu e ajudou exatamente 731 mulheres que enfrentavam o pesadelo da violência dentro da própria casa.

O dia a dia das equipes não para e exige muita atenção. Atualmente, os guardas acompanham de perto a rotina de 212 vítimas que possuem medidas protetivas ativas determinadas pela Justiça. Para garantir que essas mulheres consigam reconstruir suas vidas sem o medo constante de sofrerem novas agressões, os agentes já realizaram um número impressionante de rondas pelos bairros: foram mais de 64 mil patrulhamentos focados exclusivamente nessa proteção desde a criação do programa.

Segundo a inspetora Roberta Freitas, a rotina de quem atua nessa linha de frente é intensa e exige um perfil muito diferente dos profissionais de segurança padrão. O serviço vai muito além de apenas circular de viatura pelas vias públicas; envolve fazer visitas frequentes na residência das vítimas, monitorar a rotina da família e, principalmente, agir com muita empatia. A profissional explica que os guardas precisam estar de olhos bem abertos para enxergar detalhes sutis, oferecendo aquele cuidado e a segurança essenciais para que as vítimas se sintam encorajadas a sair de vez desse ciclo de abuso e medo.

Prevenção nas salas de aula e empresas

Além de atuar de forma repressiva quando o crime já aconteceu, a corporação foca bastante em evitar que a violência sequer comece. Por isso, os agentes promovem várias palestras em empresas e organizações da sociedade civil. Um exemplo forte disso ocorreu durante o Agosto Lilás, mês dedicado a essa luta. Nesses encontros, a ideia é explicar de um jeito simples e direto quais são as diferentes formas de abuso, que vão desde a agressão física e sexual até pressões psicológicas e o controle do dinheiro da companheira, e mostrar como toda a rede de proteção do município funciona.

Esse papo reto e necessário também chega aos mais novos através do projeto Guardiã nas Escolas. Para falar de um assunto tão pesado com crianças e adolescentes, os guardas usam uma cartilha cheia de atividades interativas, como desenhos para colorir e caça-palavras. Dessa forma bem didática e leve, a equipe consegue ensinar sobre a história da lei, a importância do respeito mútuo e os principais sinais de que algo está errado dentro de casa.

Para quem está passando por qualquer situação de perigo, o caminho mais rápido e seguro para pedir socorro é ligar para o número 153, o telefone de emergência da GCM. Assim que a denúncia é recebida, a viatura que estiver mais perto corre para o endereço e, a partir desse primeiro atendimento, a vítima passa a receber todo o suporte psicológico e a segurança do grupamento especializado.