Município vicentino registrou 48 mm no Jardim Rio Branco nesta terça (22); Santos bate recorde histórico com 476 mm no mês

Redação Publicado em 22/09/2026, às 12h20
O avanço de uma forte frente fria pegou a Baixada Santista de surpresa entre a madrugada e a manhã desta terça-feira (22), trazendo ventos intensos, maré agitada e volumes expressivos de precipitação. Segundo os dados oficiais divulgados pela Defesa Civil do Estado, o município de São Vicente liderou o ranking de acumulados de chuva em território paulista, registrando 48 milímetros apenas no bairro Jardim Rio Branco na medição das 6h.
No balanço atualizado pela Prefeitura vicentina, o volume total alcançou 58 mm nas últimas 24 horas e saltou para 75 mm no período de 72 horas. Embora a Defesa Civil não tenha contabilizado ocorrências graves ou vítimas, os impactos no trânsito foram inevitáveis. A Rua Marechal Mascarenhas de Moraes, na Vila Margarida, ficou completamente intransitável devido à intensidade dos alagamentos. Outras vias importantes — como a Avenida Nações Unidas (nos dois sentidos do Viaduto Mário Covas), a Rua Frei Gaspar, a Avenida Augusto Severo e a Avenida Penedo — registraram pontos críticos de acúmulo de água, ficando liberadas exclusivamente para o tráfego de veículos de grande porte.
Cenário em Santos: recorde histórico e ventos de quase 100 km/h
Vizinha a São Vicente, a cidade de Santos enfrentou uma madrugada de temporais severos que culminaram em rajadas de vento impressionantes, atingindo o pico de 95,2 km/h. O volume de água nas últimas seis horas chegou a 32,5 mm, elevando o índice de 72 horas para 42,8 mm. Com esse temporal contínuo, Santos cravou oficialmente o mês de setembro mais chuvoso de sua série histórica, acumulando espantosos 476,9 mm de chuva ao longo do mês.
A força do vento e da chuva provocou transtornos pontuais pela cidade. Houve pontos de acúmulo de água na Avenida Nossa Senhora de Fátima e na Rua Décio Stewart. Na região do canal, uma árvore de grande porte caiu e bloqueou o trecho de ligação entre as ruas Comendador Martins e Joaquim Nabuco. Já na Avenida Pedro Lessa, o cruzamento com a Rua Frei Vital precisou ser interditado após o peso da chuva e do vento fazer com que um cabeamento de TV cedesse e ficasse pendurado sobre a pista. A navegação de navios no Porto de Santos também sofreu reflexos diretos, precisando ser totalmente paralisada pelas autoridades portuárias entre 1h e 4h30 da madrugada por questões de segurança.
Situação nas demais cidades da região
Nas outras cidades da Baixada Santista, o cenário monitorado pelas prefeituras e Defesa Civil apresentou menor criticidade até o momento:
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