Praia Grande

Complexo na Aviação terá museu, espaço dedicado a Saint-Exupéry e vagas de concessão por 30 anos

Aprovado projeto para construção de píer turístico em Praia Grande, com calçadão e atrações culturais, visando revitalizar a orla da Aviação

Foto: Divulgação
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Redação Publicado em 09/09/2026, às 07h48


A orla do bairro Aviação, em Praia Grande, ganhou sinal verde do Legislativo nesta terça-feira (8) para abrigar um píer turístico de aproximadamente meio quilômetro de extensão. A proposta, enviada pelo Executivo em regime de prioridade no final de agosto, passou por votações em sessões ordinária e extraordinária, obtendo 18 votos a favor e apenas um contrário, abrindo caminho para as próximas fases de licitação e implantação.

Estrutura, atrações e concessão O projeto contempla um calçadão avançado com cerca de 35 metros de largura entre as ruas Dr. Júlio de Mesquita e Santos Dumont, reunindo opções de lazer, gastronomia e cultura. O complexo também incluirá um prédio de garagens com capacidade para 600 veículos.

A exploração comercial do espaço será concedida à iniciativa privada por um prazo de 30 anos contados a partir do início das atividades. Conforme as regras da futura licitação, toda a conta financeira referente aos custos de construção, manutenção e operação ficará sob encargo da empresa vencedora, sem repasse de verbas diretas dos cofres públicos municipais, retornando ao patrimônio da prefeitura após o encerramento do contrato.

O projeto arquitetônico também aposta na história local ligada à aviação. A estrutura abrigará um museu aeronáutico interativo com uma réplica da aeronave francesa que pousou na região e integrou o filme "007 Contra Octopussy". Haverá ainda um espaço cultural dedicado ao escritor Antoine de Saint-Exupéry — criador de "O Pequeno Príncipe", que usava o antigo aeródromo local — e referências ao surgimento do Correio Aéreo Nacional.

Próximos passos e impactos econômicos

Apesar da aprovação na Câmara, a obra ainda não tem data para sair do papel. O prefeito Alberto Mourão explicou que a administração municipal precisa concluir o zoneamento da praia exigido pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) antes de publicar o edital de concorrência. Questionamentos de parlamentares sobre licenças e cronogramas também movimentaram os debates durante a tramitação.

A estimativa oficial aponta um impacto expressivo na economia regional com a criação de mais de 4 mil postos de trabalho entre o período de obras e o funcionamento pleno. A fase de construção deve gerar 500 vagas diretas e 1.500 indiretas, enquanto a operação do complexo projeta outros mil empregos diretos e 2 mil indiretos, transformando o perfil turístico da região.