Mercado imobiliário

Compra de imóveis avança enquanto contratos de aluguel recuam na Baixada Santista

Dados de 150 imobiliárias mostram crescimento de 12,48% nas vendas em junho, enquanto novas locações caíram 13,83%; apartamentos concentraram a maior parte das negociações

Mercado imobiliário da Baixada Santista registrou alta nas vendas de imóveis usados e queda nos novos contratos de aluguel em junho de 2026 - Imagem: Rogério Soares / Arquivo A Tribuna
Mercado imobiliário da Baixada Santista registrou alta nas vendas de imóveis usados e queda nos novos contratos de aluguel em junho de 2026 - Imagem: Rogério Soares / Arquivo A Tribuna

Redação Publicado em 10/08/2026, às 12h34


Em junho de 2026, o mercado de imóveis residenciais usados na Baixada Santista registrou um aumento de 12,48% nas vendas em relação a maio, enquanto os novos contratos de aluguel caíram 13,83%. Esses dados, coletados pelo CRECISP, refletem um cenário de recuperação nas vendas, mas uma retração no setor de locação.

Os apartamentos dominaram as vendas, representando 54% das transações, com destaque para os imóveis de até dois dormitórios. A faixa de preço acima de R$ 501 mil liderou as negociações, indicando uma tendência de valorização no mercado.

Apesar do crescimento nas vendas, o mercado de aluguel enfrenta desafios, com uma queda significativa nos novos contratos. A maioria dos aluguéis ainda é composta por apartamentos, com uma preferência notável por imóveis de dois dormitórios.

O mercado de imóveis residenciais usados da Baixada Santista teve comportamentos distintos em junho de 2026. Enquanto as vendas cresceram 12,48% em relação a maio, o número de novos contratos de aluguel apresentou queda de 13,83%. Os dados fazem parte de levantamento realizado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP) com 150 imobiliárias de nove municípios da região.

A pesquisa considera negociações realizadas em Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente. O levantamento também permite identificar o perfil dos imóveis que tiveram maior procura no período, tanto entre compradores quanto entre pessoas que buscavam uma nova moradia para alugar.

Apartamentos concentram maior parte das vendas

Os apartamentos responderam por 54% das vendas realizadas em junho, enquanto as casas representaram 46% das negociações. Entre os apartamentos comercializados, os imóveis de até um dormitório foram responsáveis por 36,4% das vendas. As unidades de dois dormitórios apareceram em seguida, com 33,3%. No segmento de casas, a preferência foi mais concentrada nos imóveis de dois dormitórios, que representaram 54,8% das negociações.

A metragem também apresentou um padrão predominante. Entre os apartamentos vendidos, 64% tinham entre 51 m² e 100 m². Imóveis de até 50 m² corresponderam a 24% das negociações, enquanto unidades entre 101 m² e 200 m² representaram 9%. Os imóveis com mais de 201 m² responderam por 3%. Entre as casas comercializadas, a faixa entre 51 m² e 100 m² também foi a mais frequente, correspondendo a 45,2% das vendas.

Faixa acima de R$ 501 mil lidera negociações

O levantamento aponta ainda concentração das vendas em imóveis de valores mais elevados. As unidades avaliadas em mais de R$ 501 mil representaram 28,6% das negociações realizadas pelas imobiliárias consultadas.

Na sequência apareceram os imóveis entre R$ 201 mil e R$ 300 mil, com 23,8%; entre R$ 301 mil e R$ 400 mil, com 22,2%; até R$ 200 mil, com 15,9%; e entre R$ 401 mil e R$ 500 mil, com 9,5%.

Procura por aluguel diminui

O cenário foi diferente no mercado de locação. Em junho, o número de novos contratos fechados pelas imobiliárias pesquisadas caiu 13,83% em comparação com maio. Mesmo com a retração, os apartamentos permaneceram como maioria entre os imóveis alugados. Eles representaram 58% dos novos contratos, enquanto as casas ficaram com 42%.

No segmento de casas, os imóveis de dois dormitórios concentraram 69% das locações. Entre os apartamentos, essa mesma configuração também foi a mais procurada, correspondendo a 38,5% dos contratos.