Porto de Santos

Confronto durante greve de caminhoneiros termina com agressão de PM em acesso ao Porto de Santos

Manifestação de transportadores autônomos pela votação da MP do Frete registrou momento de tensão na Alemoa, onde um caminhoneiro foi agredido por um policial militar durante confusão

Confusão durante manifestação de caminhoneiros na Alemoa terminou com a agressão de um manifestante por um policial militar - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Confusão durante manifestação de caminhoneiros na Alemoa terminou com a agressão de um manifestante por um policial militar - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Redação Publicado em 14/07/2026, às 17h09


Um protesto de caminhoneiros autônomos no acesso ao Porto de Santos resultou em violência, com um caminhoneiro agredido por um policial durante a mobilização, que visa a aprovação da Medida Provisória nº 1.343, a MP do Frete.

A greve, que já dura dois dias, ocorre em um contexto de tensão, onde um caminhoneiro tentou furar o bloqueio dos manifestantes, levando à intervenção da polícia após um ataque a um caminhão.

Embora a situação tenha gerado tumulto, a Autoridade Portuária de Santos informou que as operações de carga continuam normalmente, enquanto a categoria aguarda a votação da MP no Senado até o dia 16.

Um episódio de violência marcou a paralisação de caminhoneiros autônomos realizada na manhã desta terça-feira (14), no acesso ao Porto de Santos, no litoral paulista. Durante a mobilização, um caminhoneiro foi atingido com um soco desferido por um policial militar e caiu no chão. A ocorrência foi registrada em vídeo, que rapidamente passou a circular nas redes sociais.

A confusão ocorreu na região da Alemoa, principal corredor de acesso ao complexo portuário, durante o segundo dia da greve organizada por transportadores autônomos. A categoria reivindica que o Senado Federal vote a Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete, antes do prazo de validade da proposta, previsto para quinta-feira (16).

Segundo informações apuradas no local, o tumulto começou após um caminhoneiro atravessar o bloqueio organizado pelos manifestantes para manter a paralisação. A situação provocou discussão entre os participantes do protesto e exigiu a intervenção da Polícia Militar.

Conforme informado pela corporação, uma pedra foi lançada contra o caminhão que prosseguia viagem. Durante a ação policial para conter o conflito, um dos agentes atingiu um caminhoneiro com um soco na cabeça. Até a publicação desta reportagem, não havia confirmação de que o homem agredido fosse o responsável pelo arremesso da pedra.

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos), a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) foram procurados para comentar o episódio, mas não haviam se manifestado até o fechamento desta matéria.

A mobilização integra um movimento nacional da categoria em defesa da aprovação da MP do Frete. O texto, já aprovado pela Câmara dos Deputados, altera regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas e prevê o endurecimento das penalidades para empresas que descumprirem a tabela oficial de fretes. Caso não seja apreciada pelo Senado até quinta-feira (16), a medida provisória perderá a validade.

Apesar dos bloqueios e da lentidão registrada em acessos ao Porto de Santos e no Sistema Anchieta-Imigrantes, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que as operações de embarque e desembarque de cargas seguem ocorrendo normalmente nos terminais portuários.