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Consultor de energia sai machucado após ser atacado por gavião em Santos

Após o ataque, moradores relatam medo e pedem medidas efetivas para lidar com a crescente agressividade das aves

Casos de ataques de gaviões em Santos se tornam frequentes, com moradores exigindo respostas das autoridades locais - Imagem: Reprodução
Casos de ataques de gaviões em Santos se tornam frequentes, com moradores exigindo respostas das autoridades locais - Imagem: Reprodução

Gabriella Souza Publicado em 12/11/2025, às 10h06


A situação com os gaviões está ficando cada vez mais séria em Santos. No último domingo (09), um consultor de energia renovável chamado Waldinei Amaral, de 58 anos, foi surpreendido e machucado por uma dessas aves na região do Canal 5, no bairro Aparecida.

O caso ganhou repercussão, e Waldinei até brincou nas redes sociais dizendo que a partir de agora terá que sair de casa usando capacete, que normalmente é usado por ele como Equipamento de Proteção Individual (EPI) em seu trabalho.

O ataque aconteceu por volta das 9h, enquanto Waldinei estava indo para a igreja, entre as avenidas Dr. Pedro Lessa e Almirante Cochrane. O consultor contou que o gavião o atingiu de forma inesperada.

"Foi de surpresa. Estava atravessando a avenida, até ouvi uma buzina, acho que alguém viu ele chegando e quis me avisar. Eu só senti a pancada e ele levantando voo", relatou ele.

Local do ataque

Waldinei explicou que já tinha conseguido escapar de outros ataques das aves no Canal 3, mas que desta vez o gavião o pegou de surpresa, sendo impossível desviar. Ele acredita que no ponto onde foi atacado no Aparecida, deve haver um ninho, já que a ave ficava voando bem baixo e rondando a área. Ele tentou entrar em contato com a Guarda Civil Municipal (GCM), ligando para o número 153, mas não conseguiu completar a chamada. O morador demonstra preocupação com a falta de medidas efetivas para lidar com o problema.

"Até agora não vi nenhum plano de ação quanto a isso, só vejo relato de aconteceu ali, aconteceu aqui. Já ouvi falar que estão monitorando, mas que monitoramento é esse? Não dá para entender, acho que já fugiu do controle, está muito complicado isso", desabafou.

Casos repetidos

Logo depois de ser atingido, Waldinei não sentiu dor, mas a área machucada começou a incomodar cerca de uma hora depois. Ele lavou o ferimento com água e sabão, usou soro fisiológico e ficou com a marca. Como o gavião continuou nas redondezas, pousado em um poste, ele resolveu mudar o trajeto na volta da igreja para não ser atacado novamente.

Os amigos de Waldinei encararam a situação com humor. "Meus amigos estavam brincando [com isso]. O negócio está sério. Um amigo meu falou: 'ainda bem que você tem cabelo, se fosse no meu, teria rasgado minha cabeça', ele é careca", contou o consultor.

Este não é um caso isolado. Recentemente, outro morador de Santos, o estudante Rafael Fernandes Martinez, de 17 anos, também foi ferido na cabeça após ser atacado por um gavião. O incidente ocorreu na manhã do dia 20 de outubro, na Avenida Washington Luiz, no Boqueirão. Rafael disse que se assustou e pensou que alguém havia jogado algo nele. As marcas do ataque no jovem foram visíveis nas imagens.

Recomendações

A Prefeitura de Santos se manifestou por meio de uma nota, informando que a linha 153 da GCM e do Grupamento Ambiental não apresentou problemas técnicos. O órgão garante que está acompanhando de perto os locais mencionados pela população para verificar se a agressividade das aves está relacionada à existência de ninhos e filhotes.

Quando há uma ocorrência, o Grupamento Ambiental trabalha com a Polícia Ambiental para avaliar o animal e o ambiente, e se for preciso, encaminham o gavião ao Cetras do Orquidário Municipal para os cuidados necessários.