Prédio na Pompéia teve caixas d'água comprometidas por falha nas instalações internas; Vigilância Sanitária determinou medidas para regularização e moradores relatam casos de vômito e diarreia

Redação Publicado em 08/07/2026, às 16h17
Moradores de um condomínio em Santos enfrentam restrições no uso da água devido à contaminação por esgoto nos reservatórios, resultando em mais de 20 pessoas com sintomas de intoxicação. A administração do prédio orientou a suspensão do uso da água para consumo e higiene até que a situação seja resolvida.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) não encontrou irregularidades no abastecimento público, atribuindo a contaminação a falhas nas instalações internas do condomínio, que são mais suscetíveis devido à sua idade. Problemas estruturais no sistema de esgoto e falhas na impermeabilização das áreas de bombas e caixas d'água foram identificados.
A administração do condomínio anunciou estudos técnicos para determinar as intervenções necessárias e está em contato com órgãos competentes para resolver o problema. A Vigilância Sanitária exigiu um novo certificado de limpeza e desinfecção dos reservatórios, além de um laudo de potabilidade da água antes da normalização do abastecimento.
Moradores de um condomínio localizado na Avenida Presidente Wilson, no bairro Pompéia, em Santos, enfrentam restrições no uso da água após a identificação de contaminação por esgoto nos reservatórios do edifício. A situação foi comunicada aos condôminos no último sábado (4), e, segundo relatos de moradores, mais de 20 pessoas apresentaram sintomas como vômito e diarreia desde o início do problema.
Diante da ocorrência, a administração orientou que a água da rede interna não fosse utilizada para consumo, preparo de alimentos, higiene pessoal ou banho até que a qualidade fosse restabelecida. Como alternativa, os moradores passaram a recorrer à compra de água mineral e ao ponto de abastecimento disponibilizado na entrada do condomínio, alimentado diretamente pela rede pública.
Em nota, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que realizou inspeção no local e não constatou irregularidades no sistema público de abastecimento. De acordo com a empresa, a contaminação foi provocada por falhas nas instalações hidráulicas e sanitárias internas do edifício, cuja manutenção é de responsabilidade do condomínio.
Documentos encaminhados aos moradores apontam que uma avaliação técnica identificou problemas estruturais no sistema de esgoto do prédio. Segundo os comunicados, por se tratar de uma construção mais antiga, a tubulação possui características que dificultam o escoamento adequado dos efluentes. A inspeção também constatou falhas na impermeabilização da área onde estão instaladas as bombas e as caixas d'água, situação que teria favorecido a infiltração e a contaminação da água armazenada.
Entre as providências anunciadas pela administração estão estudos técnicos para definir as intervenções necessárias na estrutura, além da continuidade das tratativas com os órgãos competentes para solucionar o problema.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que equipes da Vigilância Sanitária realizaram uma vistoria no condomínio na segunda-feira (6). Após a inspeção, o órgão notificou a administração e determinou a apresentação de um novo certificado de limpeza e desinfecção dos reservatórios, bem como de um laudo que ateste a potabilidade da água antes da retomada do uso normal. Também foi exigida a realização de reparos nos reservatórios que apresentaram danos.
Até a publicação desta reportagem, o condomínio não havia se manifestado oficialmente sobre o caso. Segundo informações repassadas aos moradores pela administração, a previsão é de que o abastecimento interno seja normalizado após a conclusão dos serviços e a confirmação de que a água atende aos padrões de qualidade exigidos.
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