Corpo da vítima foi encontrado em banheiro de obra, com ferimento no pescoço, no dia seguinte ao crime

Gabriella Souza Publicado em 14/11/2025, às 08h42
A Polícia Civil de Praia Grande prendeu um eletricista que admitiu ter tirado a vida de um corretor de imóveis na cidade. Cassius Maximiliano Brancatti, de 48 anos, confessou à polícia que matou Wanderley Guanais Mineiro, alegando que os dois mantinham um relacionamento amoroso fora do casamento e que a vítima o ameaçava contar a história para sua esposa. O crime aconteceu em um plantão de vendas onde Wanderley estava trabalhando.
Suspeito e vítima
Cassius foi detido em sua casa, no bairro Nova Mirim, na terça-feira (11), após as autoridades identificarem o veículo que ele usou no dia do crime. A principal linha de investigação da polícia é que o caso seja um crime passional, ou seja, motivado pela paixão ou ciúme. No entanto, o delegado Angel Martinez, do 1º Distrito Policial (DP) e responsável pelas apurações, deixou claro que a polícia continua verificando se essa foi a real razão para o assassinato.
O corpo de Wanderley Guanais Mineiro foi encontrado na manhã de segunda-feira (10) em um banheiro da obra, no bairro Tupi. A vítima apresentava um ferimento na parte de trás do pescoço, indicando ter sido atingida ali. O corretor estava em seu posto de trabalho, um plantão de vendas, na Rua Tupinambás, quando o assassinato aconteceu, no domingo (9). Um funcionário da construção achou o corpo caído e com sangue no dia seguinte, notando também manchas de sangue na escadaria do prédio.
As câmeras de segurança da região foram fundamentais para a investigação. As filmagens mostraram Cassius entrando no imóvel onde Wanderley estava e saindo cerca de 23 minutos depois, carregando a mochila da vítima. O corretor havia chegado ao local por volta das 8h10. O suspeito foi filmado acessando o prédio por volta das 9h30. Essa evidência visual permitiu aos investigadores rastrear o eletricista.
O delegado Angel Martinez informou que, mesmo com a confissão, os agentes continuam investigando para confirmar a motivação do crime. Ele também mencionou que foram recuperados os objetos que haviam sido levados, no caso, dois celulares.
"Conseguimos achar os itens pegos, que eram dois telefones, e com base neles, vamos pedir ao Judiciário a quebra do sigilo de dados desses aparelhos", detalhou o delegado.
A princípio, o assassinato foi registrado na delegacia como latrocínio (roubo seguido de morte). Porém, a Polícia Civil está analisando a situação para definir a acusação final. Angel Martinez explicou que o suspeito deve responder por homicídio doloso qualificado, uma infração que prevê uma pena que pode variar entre 12 e 30 anos de prisão.
Além disso, a polícia descobriu que Wanderley havia enviado uma mensagem de voz para o empreiteiro da obra no domingo (9), dizendo que abriria a sala de vendas para atender um cliente. Isso reforça a ideia de que o corretor estava sozinho no local quando foi atacado. A quebra do sigilo dos celulares será crucial para esclarecer todos os detalhes do caso.
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