Levantamento de janeiro a maio aponta alta de 16,69% nos apagões em toda a área de cobertura da CPFL Piratininga

Redação Publicado em 07/07/2026, às 17h05
A CPFL Piratininga emitiu um alerta oficial sobre o aumento expressivo no número de interrupções no fornecimento de energia elétrica causadas por pipas enroscadas na rede de alta tensão. O balanço estatístico, que compreende o período de janeiro a maio de 2026, aponta que a Baixada Santista concentra alguns dos maiores volumes de ocorrências entre os 27 municípios atendidos pela distribuidora no estado de São Paulo.
No somatório geral da área de concessão, os desligamentos saltaram de 755 no primeiro pentamestre do ano passado para 881 no mesmo período deste ano — um avanço consolidado de 16,69%. O cenário regional é puxado principalmente por São Vicente, onde os casos dobraram, disparando de 127 para 255 registros (alta de 101%). Praia Grande também apresentou crescimento, passando de 105 para 110 ocorrências (avanço de 5%). Em contrapartida, Santos registrou uma leve redução de 4%, recuando de 23 para 22 casos.
Férias escolares intensificam a necessidade de conscientização
De acordo com a concessionária, os dados regionais acendem um sinal de alerta para a proximidade do período de férias escolares, temporada em que a prática de soltar pipas se intensifica significativamente nas cidades litorâneas. O gerente de Saúde e Segurança da CPFL Energia, Raphael Campos, pondera que, embora a atividade seja uma brincadeira tradicional e saudável, a falta de cuidado com o local escolhido pode gerar consequências severas para a comunidade.
O executivo ressalta que o principal objetivo da divulgação dos dados é sensibilizar os pais e os jovens para que a diversão seja realizada em espaços abertos e longe do cabeamento aéreo. A meta é evitar que a recreação resulte em acidentes graves ou em bleautes que afetam diretamente o comércio local, residências e serviços essenciais, deixando milhares de pessoas sem luz.
Risco elétrico e penalidades previstas em lei
O perigo da atividade é severamente amplificado quando há a utilização de compostos cortantes na linha, como o cerol ou a chamada "linha chilena". O contato desses materiais abrasivos com a fiação provoca curtos-circuitos imediatos, desligamentos em larga escala e o rompimento de cabos energizados, criando um ambiente de risco iminente de choques elétricos para quem estiver circulando pelas proximidades. Além do risco elétrico, as linhas presas em postes funcionam como armadilhas invisíveis e potencialmente letais para pedestres, ciclistas e motociclistas.
Diante do perigo de acidentes de trânsito e lesões corporais graves, a legislação paulista prevê punições rigorosas. A Lei Estadual nº 17.201/2019 proíbe integralmente a fabricação, a comercialização, o armazenamento e o uso de qualquer linha cortante no estado. Os infratores flagrados com o material estão sujeitos a pesadas penalidades administrativas e multas. Nos casos em que a conduta resulte em sinistros com vítimas, os responsáveis — ou tutores legais — respondem criminalmente perante a Justiça.
Leia também

Preso, "Batman" capixaba deixa rastro de dúvidas sobre investigação e decisões judiciais

Sumiço de tintas e pisos em prédio no Marapé revela esquema de furto liderado por funcionário

"I Play Rocky": obra que conta sobre Stallone ganha o primeiro trailer

Pórtico do free flow na Imigrantes será transferido após reclamações de moradores em São Bernardo

Balão cai sobre escola municipal e termina em frente a igreja no Gonzaga, em Santos

Mortes de motociclistas aumentam 17,9% na Baixada Santista no primeiro semestre de 2026

PM Ambiental resgata cachorro encontrado quase submerso em canal de Guarujá

Preso, "Batman" capixaba deixa rastro de dúvidas sobre investigação e decisões judiciais

Balão cai sobre escola municipal e termina em frente a igreja no Gonzaga, em Santos

Pórtico do free flow na Imigrantes será transferido após reclamações de moradores em São Bernardo