Trabalhos começaram nesta quinta-feira (5) após laudos técnicos confirmarem estabilidade do terreno

Redação Publicado em 06/03/2026, às 08h46
A cratera que vinha preocupando moradores e pedestres no entorno do Edifício Solaris, em São Vicente, começou a ser fechada nesta quinta-feira (05). A determinação partiu do prefeito Kayo Amado após laudos técnicos da Secretaria de Obras confirmarem que o solo no local apresenta condições de segurança e está devidamente seco para receber o aterramento e a pavimentação.
Paralelamente ao fechamento do buraco na via pública, a Justiça concedeu uma liminar que impõe obrigações rigorosas à construtora responsável pela edificação. A decisão judicial determina que a empresa realize intervenções específicas no subsolo do prédio para diagnosticar e corrigir eventuais falhas estruturais ou de contenção que possam ter contribuído para o surgimento do problema. A Defesa Civil segue monitorando a área 24 horas por dia para garantir a integridade dos moradores e da vizinhança.
Construtora aponta fatores externos
A Tucson Empreendimentos Imobiliários, responsável pelo Edifício Solaris, manifestou-se por nota oficial afirmando ter recebido a decisão judicial "com surpresa". A empresa argumenta que laudos periciais anteriores indicariam que o evento não possui relação direta com a construção do edifício, mas sim com fatores externos que alteraram a dinâmica do solo na região.
Segundo a construtora, as principais causas para a instabilidade seriam:
Disputa judicial e próximos passos
Embora o processo tramite sob segredo de Justiça, a Tucson informou que apresentará recursos contra a liminar atual, mantendo a tese de que o problema é de responsabilidade da infraestrutura urbana e não de engenharia privada. Enquanto a disputa jurídica se desenrola nos tribunais, a Prefeitura prioriza a mobilidade e a segurança no local, visando liberar o tráfego e eliminar o risco de novos desmoronamentos na calçada.
A administração municipal rebate as críticas sobre a drenagem, reforçando que as vistorias técnicas são soberanas e que a segurança da edificação deve ser garantida prioritariamente pela empresa que a executou. O monitoramento eletrônico e as vistorias estruturais no subsolo devem começar nos próximos dias, conforme determinado pela liminar, sob pena de multas diárias em caso de descumprimento.
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