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Cratera em São Vicente começa a ser fechada após solo ser considerado seguro e seco

Trabalhos começaram nesta quinta-feira (5) após laudos técnicos confirmarem estabilidade do terreno

Decisão judicial exige intervenções no subsolo do prédio para evitar novos problemas estruturais - Foto: Alexander Ferraz/ AT
Decisão judicial exige intervenções no subsolo do prédio para evitar novos problemas estruturais - Foto: Alexander Ferraz/ AT

Redação Publicado em 06/03/2026, às 08h46


A cratera que vinha preocupando moradores e pedestres no entorno do Edifício Solaris, em São Vicente, começou a ser fechada nesta quinta-feira (05). A determinação partiu do prefeito Kayo Amado após laudos técnicos da Secretaria de Obras confirmarem que o solo no local apresenta condições de segurança e está devidamente seco para receber o aterramento e a pavimentação.

Paralelamente ao fechamento do buraco na via pública, a Justiça concedeu uma liminar que impõe obrigações rigorosas à construtora responsável pela edificação. A decisão judicial determina que a empresa realize intervenções específicas no subsolo do prédio para diagnosticar e corrigir eventuais falhas estruturais ou de contenção que possam ter contribuído para o surgimento do problema. A Defesa Civil segue monitorando a área 24 horas por dia para garantir a integridade dos moradores e da vizinhança.

Construtora aponta fatores externos

A Tucson Empreendimentos Imobiliários, responsável pelo Edifício Solaris, manifestou-se por nota oficial afirmando ter recebido a decisão judicial "com surpresa". A empresa argumenta que laudos periciais anteriores indicariam que o evento não possui relação direta com a construção do edifício, mas sim com fatores externos que alteraram a dinâmica do solo na região.

Segundo a construtora, as principais causas para a instabilidade seriam:

  • Alterações no escoamento de águas pluviais após as obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
  • Insuficiência crônica da rede municipal de drenagem para suportar grandes volumes de chuva.
  • Decisões judiciais passadas que teriam isentado a obra de danos registrados na mesma área.

Disputa judicial e próximos passos

Embora o processo tramite sob segredo de Justiça, a Tucson informou que apresentará recursos contra a liminar atual, mantendo a tese de que o problema é de responsabilidade da infraestrutura urbana e não de engenharia privada. Enquanto a disputa jurídica se desenrola nos tribunais, a Prefeitura prioriza a mobilidade e a segurança no local, visando liberar o tráfego e eliminar o risco de novos desmoronamentos na calçada.

A administração municipal rebate as críticas sobre a drenagem, reforçando que as vistorias técnicas são soberanas e que a segurança da edificação deve ser garantida prioritariamente pela empresa que a executou. O monitoramento eletrônico e as vistorias estruturais no subsolo devem começar nos próximos dias, conforme determinado pela liminar, sob pena de multas diárias em caso de descumprimento.