Menino se feriu no refeitório em maio; família teve acesso às imagens em setembro e registrou boletim de ocorrência. Prefeitura afirma que houve um incidente e abriu apuração

Redação Publicado em 02/10/2026, às 15h23
Um menino de 3 anos perdeu um dente após um acidente no refeitório da Escola Leão Novaes em Peruíbe, gerando controvérsia entre a família e a Prefeitura, que nega qualquer agressão intencional. O incidente ocorreu em maio, mas a família só teve acesso às imagens de segurança em setembro, levando a questionamentos sobre a atuação da professora presente.
Os responsáveis afirmam que o menino se feriu ao bater a boca na quina de uma mesa, enquanto a Prefeitura defende que a criança escorregou ao ser acomodada em um banco. A situação foi classificada como 'violência institucional' pelo Conselho Tutelar, que ajudou a família a obter as gravações.
A Prefeitura de Peruíbe informou que a professora foi afastada por motivos médicos e que a criança foi transferida para outra escola em setembro. A Secretaria de Educação está investigando o caso e as gravações foram enviadas às autoridades competentes para apuração.
Um menino de 3 anos perdeu um dente após se ferir no refeitório de uma escola municipal de Peruíbe, no litoral de São Paulo. O episódio ocorreu em maio, na Escola Leão Novaes, mas a família teve acesso às imagens das câmeras de segurança somente em setembro. Os responsáveis questionam a atuação de uma professora durante o episódio, enquanto a Prefeitura de Peruíbe afirma que a criança sofreu um acidente e que não houve agressão intencional nem omissão de socorro.
Segundo a família, o menino teria se machucado quando estava sendo colocado em um banco no refeitório. Os responsáveis afirmam que a criança bateu a boca na quina de uma mesa e que o movimento feito pela professora teria contribuído para a queda.
Após serem chamados pela escola, os familiares levaram o menino para atendimento odontológico. De acordo com o relato do pai, a avaliação apontou trauma na região do canino inferior esquerdo. Posteriormente, ele registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.
As imagens de segurança foram obtidas pela família por meio do Conselho Tutelar. Conforme documento citado na reportagem, o órgão classificou a situação como "violência institucional". Durante o período de apuração, os responsáveis decidiram transferir a criança para outra unidade de ensino.
A família afirma que recebeu poucas informações inicialmente sobre a forma como o dente da criança havia se soltado. Segundo os responsáveis, a direção da escola e a professora disseram não saber exatamente como o ferimento havia ocorrido.
Os familiares sustentam que o menino não queria deixar o refeitório e que, ao permanecer próximo à mesa, acabou colocando a boca na quina do móvel. Na sequência, segundo a versão apresentada pela família, a professora teria puxado a criança, provocando o impacto.
A Prefeitura de Peruíbe apresenta uma versão diferente. Segundo a administração municipal, a professora tentava acomodar o aluno em um banco para acompanhá-lo durante a refeição. A criança teria resistido e escorregado ao ser colocada próxima à mesa, batendo o rosto e ferindo a boca.
Ainda de acordo com a prefeitura, a professora percebeu o sangramento, identificou a perda do dente, recolheu o fragmento e comunicou a família. A Secretaria de Educação também informou ter providenciado posteriormente uma consulta especializada no Centro de Especialidades Odontológicas, com atendimento de cirurgião bucomaxilofacial.
A Secretaria de Educação informou que ouviu os profissionais que estavam no local e solicitou as gravações do sistema de monitoramento da escola. Segundo a pasta, o material foi encaminhado às autoridades responsáveis pela apuração.
A prefeitura afirma que, após analisar integralmente as imagens, não identificou agressão intencional ou omissão de socorro por parte da professora ou de outros servidores. A administração municipal, porém, afirmou que eventual conduta inadequada ou equívoco cometido pela docente ainda será analisado.
A professora está afastada por motivos médicos desde o período posterior ao ocorrido, segundo a prefeitura. A administração informou ainda que a transferência do aluno para outra escola ocorreu em 22 de setembro, aproximadamente quatro meses depois do incidente.
O caso também foi comunicado ao Conselho Tutelar. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi procurada para informar sobre eventual investigação policial, mas não havia apresentado posicionamento até a última atualização das informações.
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