Com o furto de cabos de cobre e equipamentos, a piscina enfrenta interrupções nas atividades e atrasos nas reformas planejadas

Redação Publicado em 03/03/2026, às 08h22
A criminalidade contra o patrimônio público fez uma nova vítima no litoral de São Paulo. No último domingo (1), a Piscina Municipal de Agenor de Campos, um importante equipamento esportivo e de lazer em Mongaguá, foi alvo de uma invasão criminosa seguida de furto qualificado e vandalismo.
A Secretaria Municipal de Esportes (Semesp) acionou a Guarda Civil Municipal (GCM) logo após a descoberta do crime, e os agentes que estiveram no local confirmaram que o prejuízo foi extenso, afetando diretamente a infraestrutura elétrica e o funcionamento técnico da unidade.
Durante a perícia inicial realizada pela GCM, constatou-se que os criminosos arrombaram a casa de máquinas, espaço restrito onde ficam os equipamentos vitais para a operação do complexo aquático. Foram levados todos os cabos de cobre da rede elétrica, além de componentes essenciais das bombas hidráulicas, que são responsáveis pela circulação, filtragem e manutenção da qualidade da água. O cenário de destruição incluiu fiação exposta com risco de curto-circuito e danos estruturais em diversos pontos, deixando o prédio completamente no escuro e sem previsão de restabelecimento imediato da energia.
Impacto no cronograma e atendimento à população
O furto ocorre em um momento delicado para a gestão do espaço. De acordo com a secretária municipal de Esportes, Cristiane do Valle, a prefeitura estava na fase final de um processo licitatório para iniciar uma série de reformas e modernizações programadas para a piscina de Agenor de Campos. Com o novo prejuízo causado pelo vandalismo, todo o planejamento terá que ser revisto e adequado. "Será necessário incluir a restauração completa do sistema elétrico no processo, o que fatalmente gerará atrasos na retomada das aulas de natação e hidroginástica e no atendimento geral à nossa população", lamentou a secretária.
A interrupção das atividades na piscina municipal impacta centenas de alunos, desde crianças em iniciação esportiva até idosos que utilizam o espaço para reabilitação física e lazer. Sem as bombas em funcionamento, a água da piscina tende a estagnar rapidamente, o que exige um esforço extra das equipes de manutenção para evitar a proliferação de algas ou focos de mosquitos, enquanto o fornecimento de eletricidade não é normalizado. A administração municipal informou que o impacto financeiro exato ainda está sendo calculado, mas os custos de reposição de fiação de cobre e peças de maquinário costumam ser elevados.
Providências e reforço na segurança
Diante da gravidade do ocorrido, a Prefeitura de Mongaguá registrou um Boletim de Ocorrência e entregou as informações coletadas pela GCM à Polícia Civil, que passará a investigar o caso na tentativa de identificar os autores do furto e possíveis receptadores dos materiais metálicos na região. Como medida imediata, a segurança no entorno do complexo esportivo foi reforçada com rondas mais frequentes da Guarda Civil, visando coibir novas invasões enquanto o prédio permanece vulnerável devido à falta de iluminação noturna.
A pasta de Esportes trabalha agora em uma força-tarefa para estudar alternativas que permitam a retomada das atividades no menor prazo possível, possivelmente através de reparos emergenciais enquanto a licitação maior não é concluída. O episódio acende um alerta sobre a necessidade de sistemas de monitoramento mais robustos em prédios públicos afastados dos grandes centros comerciais. Enquanto isso, os usuários da Piscina de Agenor de Campos devem aguardar comunicados oficiais da prefeitura sobre a nova data para o retorno das matrículas e atividades regulares.
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