Vítima relata pressão psicológica e prejuízo de R$ 10 mil e golpistas prometiam liberar dinheiro de processo

Redação Publicado em 14/01/2026, às 09h00
O pesadelo começou com uma ligação que durou cerca de duas horas, tempo suficiente para os criminosos confundirem a cabeça da vítima e aplicarem um prejuízo financeiro doloroso. Do outro lado da linha, um homem fingia ser uma autoridade importante: nada menos que um promotor do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com um discurso bem ensaiado e fazendo muita pressão psicológica, ele convenceu Álvaro Simões Augusto, de 73 anos, a seguir um passo a passo que resultaria na perda de suas economias.
Tudo aconteceu no dia 6 de janeiro, em Santos. O golpe foi muito bem arquitetado e começou antes do telefonema, através de uma mensagem de WhatsApp. Os bandidos entraram em contato com o idoso usando uma conta que tinha a foto e o nome da verdadeira advogada dele. A notícia parecia ótima: a suposta profissional avisou que um processo judicial, do qual Álvaro fazia parte, finalmente tinha chegado ao fim com uma sentença favorável para ele.
A armadilha do "falso promotor"
Depois de ganhar a confiança da vítima com a boa notícia, entrou em cena o segundo golpista, o tal "promotor". Ele explicou que, para liberar o dinheiro da indenização que o idoso teria ganhado, seria necessário fazer alguns pagamentos antecipados de taxas.
Mesmo desconfiado com a situação, Álvaro acabou cedendo. O criminoso prometeu que qualquer valor transferido seria devolvido (estornado) assim que a conta fosse desbloqueada. Além disso, a suposta advogada mandava mensagens insistentes, dizendo que se ele não pagasse logo, o processo seria arquivado e ele perderia tudo.
No fim das contas, o aposentado transferiu R$ 10 mil para a quadrilha. O prejuízo só não foi maior porque os golpistas tentaram de tudo: enviaram links de pagamento de lojas de departamento que não tinham nada a ver com justiça e até tentaram abrir uma conta em um banco digital usando os dados pessoais do idoso.
Golpe em série
Só depois de perder o dinheiro é que a ficha caiu. Álvaro percebeu que a foto do perfil de WhatsApp que falava com ele mudava o tempo todo. Isso é um sinal claro de que os criminosos estavam usando o mesmo número para se passar por outros advogados e enganar mais pessoas ao mesmo tempo. Até agora, ele não conseguiu recuperar o valor.
OAB emite alerta
Esse tipo de crime explodiu nos últimos meses. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo já recebeu mais de 4 mil denúncias parecidas e precisou criar uma força-tarefa para lidar com a situação. A orientação da entidade é clara: se receber mensagens pedindo dinheiro para liberar processos, desconfie na hora. O ideal é ligar para o escritório do seu advogado (no número que você já tem salvo, não no que mandou a mensagem) e checar a informação. Além disso, é fundamental fazer um boletim de ocorrência imediatamente, informando os números de telefone usados pelos golpistas.

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