Estruturas instaladas no Jardim Casqueiro impedem que pneus, plásticos, garrafas e resíduos volumosos avancem pelo rio e atinjam áreas de manguezal; município prepara estudo para mapear a origem da poluição.

Redação Publicado em 15/08/2026, às 13h40
Cubatão iniciou a substituição de 1,6 quilômetro de ecobarreiras no Rio Casqueiro para conter resíduos flutuantes e proteger o manguezal, após a retirada de 10,56 toneladas de lixo entre janeiro e abril deste ano.
Os dados da Prefeitura indicam que foram coletados 1.165 quilos de recicláveis, 3.125 quilos de rejeitos e 6.270 quilos de resíduos volumosos, evidenciando a gravidade da poluição na região.
A substituição das barreiras é financiada por fundos municipais e inclui um estudo de gravimetria para identificar os tipos de resíduos, visando melhorar a gestão de resíduos e implementar políticas públicas de educação ambiental.
Cubatão iniciou a substituição de 1,6 quilômetro de ecobarreiras instaladas no Rio Casqueiro, na altura do Píer, no Jardim Casqueiro, como parte das ações para conter o avanço de resíduos flutuantes e proteger o manguezal da região. A medida ocorre após a retirada de 10,56 toneladas de lixo do local apenas entre janeiro e abril deste ano.
Os dados da Prefeitura de Cubatão mostram a dimensão do material recolhido: foram 1.165 quilos de recicláveis, 3.125 quilos de rejeitos e 6.270 quilos de resíduos volumosos, incluindo pneus, plásticos, garrafas e outros objetos que poderiam seguir pelo curso do rio e impactar diretamente o ecossistema do manguezal.
As ecobarreiras instaladas no Rio Casqueiro são do tipo inshore, modelo utilizado em rios, estuários e áreas costeiras de águas mais calmas. A função dessas estruturas é reter os resíduos na superfície da água, permitindo a coleta antes que o lixo alcance áreas ambientalmente sensíveis.
O serviço de retirada do material acumulado é realizado de segunda a sexta-feira, de acordo com a tábua de marés, em parceria entre a Prefeitura de Cubatão e a Cooperscar Tortuga’s Ambiental.
O projeto de contenção de resíduos no Rio Casqueiro teve início em 2022, com a instalação da primeira ecobarreira na região. Em 2024, a iniciativa recebeu R$ 593 mil do Ministério Público Federal (MPF), além de R$ 160 mil de contrapartida do município, destinados a ações de proteção dos manguezais.
Dos 1,6 mil metros de barreiras que estão sendo substituídos, 400 metros serão financiados pelo Fundo Municipal de Meio Ambiente, enquanto os 1,2 mil metros restantes serão custeados pelo Fundo Municipal de Saneamento Básico.
Além da renovação das estruturas, a prefeitura anunciou que pretende realizar um estudo de gravimetria, que identificará quais tipos de resíduos chegam ao Rio Casqueiro e em que quantidade. A expectativa é que o levantamento sirva de base para políticas públicas voltadas ao combate da poluição, melhoria da gestão de resíduos e ampliação de programas de educação ambiental.
A substituição das ecobarreiras busca aumentar a eficiência da retenção de lixo e reduzir o impacto ambiental sobre o manguezal, considerado uma das áreas mais importantes para a biodiversidade da Baixada Santista.
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