Cidade marcada pela poluição nos anos 80 lança programa ambiental que transforma recuperação ecológica em fonte de receita

Redação Publicado em 29/03/2026, às 13h50
Cubatão, que foi considerada a cidade mais poluída do mundo na década de 1980, está implementando um mercado local de créditos de carbono como parte de sua transformação em um centro de economia verde.
O Programa Cubatão Verde, desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro de Educação e Desenvolvimento em Inovação Sustentável, visa estruturar projetos sustentáveis que atraem investimentos e geram receita para o município.
Os recursos obtidos com a venda de créditos de carbono serão destinados a projetos sociais e de adaptação climática, enquanto a cidade busca parcerias internacionais para consolidar sua nova imagem como referência em sustentabilidade.
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Símbolo mundial de degradação ambiental no passado, Cubatão vive uma nova virada histórica. Conhecida nos anos 1980 como a cidade mais poluída do mundo pela Organização das Nações Unidas, o município agora aposta na economia verde para transformar seu futuro.
A cidade avança na criação de um mercado local de créditos de carbono, mecanismo que permite transformar ações ambientais — como reflorestamento e redução de emissões — em ativos financeiros negociáveis.
A iniciativa será formalizada com o lançamento do Programa Cubatão Verde, desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro de Educação e Desenvolvimento em Inovação Sustentável. O objetivo é estruturar projetos sustentáveis capazes de atrair investimentos privados e gerar receita para o município.
Na prática, cada crédito de carbono corresponde à redução de uma tonelada de CO₂ na atmosfera. Esses créditos podem ser vendidos a empresas interessadas em compensar suas emissões, criando uma nova fonte de financiamento para projetos ambientais e sociais.
O avanço ocorre em um contexto de transformação histórica. Na década de 1980, Cubatão enfrentava graves problemas de saúde pública, com altos índices de doenças respiratórias e impactos ambientais severos causados pela intensa atividade industrial.
Desde então, políticas ambientais rigorosas mudaram o cenário. Agora, a cidade busca não apenas manter a recuperação, mas também monetizar esse processo, posicionando-se como referência em sustentabilidade.
A proposta também está alinhada à legislação nacional que regula o mercado de emissões, fortalecendo o ambiente para negócios verdes no Brasil.
Além do impacto econômico, o programa prevê que os recursos obtidos sejam direcionados a projetos sociais e de adaptação climática, com foco em comunidades mais vulneráveis.
A estratégia inclui ainda ações internacionais. Representantes da cidade participaram de discussões durante a COP 30, em busca de parcerias e investimentos estrangeiros.
Especialistas avaliam que a iniciativa pode transformar Cubatão em um polo regional de economia sustentável, consolidando uma mudança de imagem que começou décadas atrás.
De “Vale da Morte” a referência ambiental, a cidade tenta mostrar que desenvolvimento industrial e preservação podem caminhar juntos.
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