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Defesa Civil aciona plano de contingência para conter impactos de forte ressaca no litoral

Sensores da Praticagem já registraram elevação de 80 centímetros no nível da água nos canais do Porto de Santos

Fenômeno causado por sistema de alta pressão provoca ondas de até 3 metros e maré alta na região costeira - Foto: Silvio Luiz/ Jornal A Tribuna
Fenômeno causado por sistema de alta pressão provoca ondas de até 3 metros e maré alta na região costeira - Foto: Silvio Luiz/ Jornal A Tribuna

Redação Publicado em 21/05/2026, às 09h48


As prefeituras e os órgãos de Defesa Civil da Baixada Santista acionaram o plano de contingência e mantêm a região em estado de alerta. Um aviso meteorológico foi emitido, alertando para o risco iminente de fortes ressacas e inundações costeiras na orla entre esta quinta-feira (21) e sexta-feira (22).

O fenômeno é provocado pela passagem de um sistema de alta pressão no oceano, que empurra o mar em direção à costa. De acordo com o boletim científico, o mar já vinha dando sinais de forte agitação desde o início da semana. Sensores de alta precisão operados pela Praticagem de São Paulo detectaram que as ondas na Baía de Santos superaram com facilidade a marca de 1,50 metro de altura nos últimos dias, atingindo um pico de 1,82 metro na madrugada de terça-feira (19).

Paralelamente, o nível da maré subiu consideravelmente, chegando a registrar 1,83 metro na linha de areia da praia e 1,90 metro no interior do estuário (região do canal do Porto), o que significou um aumento real de 80 centímetros acima do que estava previsto na tábua de marés convencional.

Previsão aponta ondas de até 3 metros na orla

O pior do evento climático está previsto para ocorrer nas próximas horas. Os modelos matemáticos do NPH-Unisanta indicam que o vento constante vindo do quadrante sul vai empilhar a água, gerando ondas pesadas que podem ultrapassar os 3 metros de altura na quebra-mar de Santos, São Vicente e praias vizinhas.

Em relação ao nível da maré provocado pelo empuxo do vento, os oceanógrafos projetam que o pico atinja 1,4 metro na orla e 1,5 metro nos canais do estuário santista. Embora o número nominal da maré seja menor do que o registrado na segunda-feira, o grande perigo atual reside na combinação da maré alta com a energia das ondas gigantes. Esse choque de forças aumenta exponencialmente o risco de a água invadir as ciclovias, calçadões e pistas de trânsito das avenidas da praia.

Defesa Civil em alerta e planos de emergência

Diante do cenário de risco, os comitês de crise municipais acionaram formalmente as diretrizes dos Planos de Contingência para Ressacas e Inundações Costeiras do Estado de São Paulo.

As autoridades locais recomendam que moradores, turistas e esportistas evitem o banho de mar, a prática de esportes náuticos (como surfe, stand-up paddle e canoagem) e a navegação de pequenas embarcações ao longo de todo o período de alerta. Também é desaconselhável estacionar veículos em áreas sabidamente sujeitas a alagamentos por águas marinhas, como a Ponta da Praia e a Zona Noroeste de Santos, além do canal da Avenida Linha de Máquina, em São Vicente.

As equipes operacionais da CET e da Guarda Civil Municipal (GCM) permanecem de prontidão para efetuar bloqueios preventivos no tráfego de veículos caso a água comece a invadir as pistas. Em casos de emergência ou de rachaduras em muros costeiros, a população deve acionar imediatamente a Defesa Civil pelo telefone 199.