Ação na Barra do Una gera questionamentos judiciais, mobiliza comunidade local e levanta debate sobre ocupação, meio ambiente e direitos tradicionais

Redação Publicado em 24/03/2026, às 17h09
A retomada das demolições na Barra do Una, em Peruíbe, reacendeu um conflito entre moradores e autoridades, com o Estado alegando cumprimento de ordens judiciais e proteção ambiental, enquanto residentes denunciam a perda de imóveis e insegurança jurídica.
As demolições, que afetaram construções de longa data, levantam questões sobre a classificação das ocupações como tradicionais ou irregulares, o que impacta os direitos de permanência na área de conservação da Juréia-Itatins.
O Ministério Público está acompanhando o caso e pediu a suspensão imediata das demolições, enfatizando a necessidade de respeitar decisões judiciais, enquanto a comunidade vive em clima de tensão e incerteza sobre o futuro de suas residências.
A retomada de demolições de imóveis na região da Barra do Una, em Peruíbe, no litoral paulista, reacendeu um impasse envolvendo moradores, órgãos ambientais e o sistema de Justiça. A área integra uma reserva ambiental e tem sido alvo de intervenções do poder público, que a classifica como ocupação irregular.
A operação mais recente foi realizada com o uso de maquinário pesado e resultou na derrubada de construções, incluindo imóveis que, segundo famílias da região, existem há décadas. Parte dos moradores afirma que as ações ocorreram mesmo diante de uma decisão judicial anterior que teria suspendido esse tipo de medida até julgamento definitivo do caso.
O cenário é marcado por contradições. De um lado, o Estado defende que atua no cumprimento de determinações judiciais e na proteção de uma área ambiental sensível, inserida no mosaico de conservação da Juréia-Itatins. De outro, moradores alegam insegurança jurídica e denunciam a perda de imóveis e pertences, além da ausência de diálogo.
Relatos indicam que algumas residências demolidas pertenciam a famílias com longa permanência no local, o que levanta debate sobre a caracterização dessas ocupações — se tradicionais ou irregulares. A distinção é central para definir direitos de permanência dentro de unidades de conservação.
O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público, que solicitou a interrupção imediata das demolições e pediu esclarecimentos sobre as ações recentes. O órgão aponta a necessidade de respeito a decisões judiciais vigentes e não descarta responsabilização em caso de descumprimento.
Enquanto isso, o clima na comunidade segue de tensão e incerteza. Moradores temem novas intervenções e cobram posicionamentos mais claros das autoridades, além de garantias sobre seus direitos.
A situação expõe um dilema recorrente em áreas ambientalmente protegidas: equilibrar a preservação do território com a permanência de populações que reivindicam vínculos históricos com a região.
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