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Depois dos 18: por que a prevenção não pode ficar em segundo plano na vida adulta

Clínica geral da Hapvida explica por que sentir-se bem não dispensa o acompanhamento médico regular entre os jovens adultos

Foto: Divulgação
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Redação Publicado em 28/08/2026, às 15h03


Ao completar 18 anos, uma série de mudanças passa a fazer parte da vida de qualquer pessoa, e o cuidado com a própria saúde é uma delas. As consultas que antes ficavam sob responsabilidade dos pais passam a depender da própria iniciativa do jovem e, em meio à rotina de estudos, trabalho, vida social e outras demandas, o acompanhamento médico costuma perder prioridade. A sensação de estar saudável, principalmente quando não há sintomas visíveis, também contribui para que a prevenção fique de lado.

Um levantamento do Centro Médico Wexner, da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, reforça esse cenário: a pesquisa mostrou que um em cada quatro jovens adultos não tem um médico de atenção primária, e que, entre aqueles de 18 a 29 anos que possuem algum acompanhamento, apenas 47% fizeram uma consulta de rotina no último ano.

Ainda que o levantamento tenha sido conduzido nos Estados Unidos, os resultados trazem à tona uma discussão relevante também no Brasil: a relação entre a entrada na vida adulta e a construção de uma rotina de cuidados preventivos.

Nem todo problema dá sinais

Segundo a clínica geral da Hapvida, Stephanie Paula Dourado, sentir-se bem não significa, necessariamente, que não haja motivo para uma consulta preventiva. Ela explica que algumas condições, como hipertensão e alterações de colesterol e glicemia, podem se desenvolver de forma silenciosa, sem sintomas evidentes.

A médica destaca que alguns fatores de risco podem estar presentes mesmo em pessoas jovens que aparentam estar saudáveis — no caso da hipertensão, por exemplo, a predisposição genética e o histórico familiar merecem atenção redobrada. Por isso, conhecer esse histórico durante a consulta ajuda o profissional a definir quais cuidados devem ser priorizados.

Consulta não é sinônimo de bateria de exames

Ter uma rotina de acompanhamento médico não significa que todo jovem precise realizar uma lista extensa de exames todos os anos. A médica reforça que os exames devem ser solicitados considerando idade, histórico familiar e fatores de risco individuais, evitando pedidos desnecessários.

Nesse sentido, a consulta se torna uma oportunidade de avaliar aspectos que muitas vezes passam despercebidos na correria do dia a dia, como pressão arterial, alimentação, atividade física, sono, vacinação, saúde mental e outros pontos relacionados ao estilo de vida do paciente.

Hábitos que começam agora

Para Stephanie Paula, a entrada na vida adulta também é um momento estratégico para consolidar comportamentos que podem acompanhar a pessoa por décadas. Segundo ela, alimentação equilibrada, prática de atividade física, sono adequado, não fumar, manter o peso sob controle e cuidar da saúde mental são hábitos que fazem diferença não apenas no presente, mas também no futuro.

A ideia central é que o jovem compreenda que cuidar da própria saúde também é parte da autonomia conquistada na vida adulta. Para a médica, uma avaliação preventiva periódica — geralmente anual, no caso de jovens saudáveis — é uma boa oportunidade para acompanhar a saúde e manter a prevenção em dia.