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Doação de sangue é essencial para garantir segurança nos hospitais durante o Carnaval

Historicamente, o período do Carnaval apresenta uma queda nas doações, enquanto a demanda por transfusões aumenta significativamente

Com a chegada do Carnaval, o Ministério da Saúde pede doações de sangue para garantir a segurança durante a festa popular - Foto: Reprodução
Com a chegada do Carnaval, o Ministério da Saúde pede doações de sangue para garantir a segurança durante a festa popular - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 13/02/2026, às 10h12


Com a contagem regressiva para o Carnaval já iniciada, o Ministério da Saúde emitiu um alerta fundamental para garantir a segurança sanitária durante a maior festa popular do país. A pasta reforçou a importância da doação voluntária de sangue nos dias que antecedem a folia. O apelo acontece porque, historicamente, este período do ano figura como um dos mais críticos para os hemocentros de todo o Brasil.

A lógica por trás da preocupação é matemática e comportamental: durante o feriado prolongado, o número de doadores costuma cair drasticamente, seja por viagens, consumo de álcool ou simples esquecimento, enquanto a demanda por transfusões tende a aumentar ou se manter alta devido a acidentes de trânsito e ocorrências de urgência. O sangue coletado agora é o que garantirá o atendimento de emergências, cirurgias de grande porte e o tratamento contínuo de pacientes com doenças crônicas ou oncológicas nos dias de festa.

Queda nas doações e meta da OMS

Os dados recentes acendem um sinal de alerta. Em 2024, o Brasil registrou um total de 3,31 milhões de coletas de sangue. Já em 2025, os dados preliminares computados de janeiro a outubro apontam para 2,71 milhões de doações. Embora os números finais de 2025 ainda não estejam fechados, a tendência de queda ou estagnação preocupa as autoridades.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estipula como meta ideal que pelo menos 3% da população de cada país seja doadora recorrente. No Brasil, apesar da solidariedade, esse índice ainda oscila, exigindo campanhas constantes para manter os estoques em níveis seguros. Além das transfusões diretas, o sangue doado é matéria-prima vital para a produção de medicamentos derivados do plasma, essenciais para hemofílicos e pacientes com imunodeficiências.

Critérios rigorosos para salvar vidas

Para reverter esse cenário antes que os blocos ganhem as ruas, é preciso mobilizar novos voluntários. No entanto, a segurança do doador e do receptor é prioridade, e por isso existem critérios claros. Para doar, é necessário procurar o hemocentro mais próximo portando um documento oficial com foto (RG, CNH, Carteira de Trabalho ou apps oficiais como o e-Título).

Confira os requisitos básicos:

  • Idade: Ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos precisam de autorização formal dos pais ou responsáveis.
  • Peso: Pesar no mínimo 50 kg.
  • Idosos: Pessoas entre 60 e 69 anos só podem doar se já tiverem feito pelo menos uma doação antes de completar 60 anos.
  • Descanso: Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.
  • Alimentação: Não estar em jejum. É importante estar alimentado, mas evitar comidas gordurosas nas 3 horas que antecedem a coleta. Caso tenha almoçado, deve-se aguardar 2 horas para doar.

A doação é um processo rápido e seguro. Uma única bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, o que torna o ato de doar antes de pular o Carnaval um dos gestos mais nobres de cidadania.