Dispositivo foi instalado na pista norte para proteger veículos pesados em dias de bloqueios e manutenção da pista sul

Redação Publicado em 01/07/2026, às 11h28
O trecho de serra da Via Anchieta, uma das principais rotas de escoamento logístico em direção ao Porto de Santos e às cidades da Baixada Santista, ganhou um reforço de peso em sua estrutura de segurança. A concessionária Ecovias Imigrantes entregou oficialmente a terceira rampa de escape da rodovia, localizada no km 46 da pista norte, no território de São Vicente.
Diferente das duas primeiras estruturas, esta nova área de escape foi projetada estrategicamente para cenários específicos: quando a pista norte tem seu sentido invertido para operar em direção ao litoral. Essa inversão de tráfego costuma acontecer durante grandes operações de manutenção na pista sul, bloqueios por acidentes ou em períodos de altíssimo fluxo de veículos pesados descendo a serra.
Pioneirismo e quase mil acidentes evitados
A entrega consolida a Via Anchieta como a grande pioneira e referência nacional em engenharia de segurança viária no Brasil. O histórico das rampas no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) mostra a eficiência da tecnologia ao longo das últimas décadas:
Como funciona a tecnologia de frenagem na rampa
As rampas de escape são construídas como pistas de desaceleração com uma inclinação contrária ao sentido de descida da rodovia. O piso é inteiramente preenchido com argila expandida, um material leve e esférico que gera alta resistência ao rolamento dos pneus. Ao entrar na rampa, o caminhão ou ônibus afunda suavemente no composto, reduzindo a velocidade de forma gradual e segura até a parada total, sem causar capotamentos. Embora o foco sejam veículos pesados com pane no sistema de freios, carros e motos também podem usar o local em emergências.
A nova estrutura do km 46 conta com as seguintes especificações técnicas:
A rampa possui 200 metros de extensão total por cinco metros de largura. O miolo principal, composto pelo reservatório de argila expandida, tem 90 metros de comprimento. Pensando na preservação ambiental da Mata Atlântica que cerca o trecho, o projeto de engenharia civil incluiu um muro de contenção rígido, sistema de drenagem de águas pluviais e um reservatório especial para conter cargas líquidas perigosas, evitando que combustíveis ou produtos químicos vazem para o solo ou rios da região em caso de acidentes com caminhões-tanque.
Fernanda Meireles, gerente de Engenharia da Ecovias Imigrantes, ressaltou que a ampliação da capacidade operacional traz um ganho imensurável para a gestão do corredor logístico que interliga a Grande São Paulo, o Polo Industrial de Cubatão e o Porto de Santos. A operação da concessionária segue sob as diretrizes do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo e é fiscalizada pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).
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