Moradores e turistas enfrentam odor forte devido a peixes mortos na orla de Mongaguá, especialmente na divisa com Itanhaém

Redação Publicado em 16/01/2026, às 09h46
Quem decidiu fazer uma caminhada ou apenas passar pela orla de Mongaguá na manhã desta quinta-feira (15) teve uma surpresa bastante desagradável. O cheiro forte de peixe estragado tomou conta do ar, incomodando moradores e turistas que estavam na região do bairro Agenor de Campos. O motivo do odor logo foi descoberto: a faixa de areia estava coberta por centenas de peixes mortos, espalhados em um cenário triste e que chamou a atenção de muita gente.
O problema foi notado logo cedo, por volta das 7h30, especialmente no trecho próximo à divisa com Itanhaém. As imagens feitas por quem passou pelo local mostram uma grande quantidade de peixes pequenos jogados na areia, criando uma "tapete" prateado de animais sem vida. Segundo relatos de quem vive na região, o mau cheiro se espalhou por uma área grande, sendo sentido desde o local onde os peixes estavam acumulados até as proximidades da famosa Plataforma de Pesca, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade.
O que causou isso?
Ao contrário do que muita gente pode pensar num primeiro momento, a principal suspeita não é de poluição química da água ou algum fenômeno natural desconhecido. A administração municipal enviou agentes ao local para verificar a situação e a explicação mais provável é a ação humana ligada à atividade pesqueira.
De acordo com a prefeitura, tudo indica que esses animais foram vítimas do chamado "descarte de pesca". Isso acontece quando barcos de pesca puxam as redes e, junto com os peixes grandes (que têm valor comercial), vêm muitos peixes pequenos. Como esses menores não interessam para a venda, eles acabam sendo jogados de volta ao mar, muitas vezes já mortos ou machucados. A maré, então, se encarrega de trazer esses corpos para a beira da praia.
Limpeza pesada
Para resolver a situação e acabar com o incômodo visual e olfativo, a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente já se mobilizou. Como a quantidade de animais mortos é muito grande para ser recolhida apenas manualmente com sacos plásticos, a prefeitura informou que será necessário o uso de maquinário pesado.
Um trator será levado até a praia para fazer a remoção completa dos peixes e da areia contaminada. O objetivo é deixar o local limpo o mais rápido possível para que os banhistas possam voltar a frequentar aquele trecho da praia sem o risco de pisar nos animais ou ter que aguentar o cheiro forte. A equipe segue monitorando o local para garantir que a limpeza seja efetiva.
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