Polícia Federal

Empresário investigado em operação contra lavagem de dinheiro morre aos 68 anos em Santos

Português era alvo da Operação Narco Fluxo, que apura movimentações financeiras ligadas a apostas ilegais; investigação em relação a ele será extinta após o falecimento

Fernando de Souza, empresário português radicado em Santos, morreu aos 68 anos enquanto era investigado pela Polícia Federal na Operação Narco Fluxo, que apura movimentações financeiras relacionadas a apostas ilegais e lavagem de dinheiro - Imagem: Redes sociais
Fernando de Souza, empresário português radicado em Santos, morreu aos 68 anos enquanto era investigado pela Polícia Federal na Operação Narco Fluxo, que apura movimentações financeiras relacionadas a apostas ilegais e lavagem de dinheiro - Imagem: Redes sociais

Redação Publicado em 24/06/2026, às 15h44


O empresário português Fernando de Souza, de 68 anos, faleceu em Santos enquanto era investigado pela Operação Narco Fluxo, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais e rifas digitais. Sua morte, considerada natural, ocorreu após ele ter sido preso e liberado por decisão judicial.

Fernando era alvo de investigações por movimentações financeiras que totalizavam R$ 360 mil, supostamente beneficiando a empresa Golden Cat, que centralizava transações financeiras relacionadas ao esquema. As transferências foram realizadas de forma fracionada, uma prática comum para dificultar o rastreamento de recursos ilícitos.

Com a morte do empresário, a defesa afirmou que a persecução penal contra ele está encerrada, pois não havia denúncia formal do Ministério Público Federal. A Operação Narco Fluxo continua em andamento, com investigações sobre outros envolvidos e medidas como bloqueio e sequestro de bens dos investigados.

O empresário português Fernando de Souza, de 68 anos, morreu em Santos, no litoral de São Paulo, enquanto respondia a investigações da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal para apurar um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a apostas ilegais, rifas digitais e outras atividades financeiras sob suspeita.

Sócio de uma padaria localizada no bairro Ponta da Praia, Fernando havia sido preso durante a operação, mas estava em liberdade por decisão da Justiça Federal. A morte ocorreu na madrugada de segunda-feira (22), por causas naturais, conforme apurado junto à defesa.

Segundo a Polícia Federal, o empresário era investigado por movimentações financeiras que teriam beneficiado uma empresa apontada pelos investigadores como responsável pela arrecadação de recursos oriundos de plataformas de apostas ilegais. A apuração identificou transferências que somaram R$ 360 mil realizadas entre junho e agosto de 2024.

De acordo com os investigadores, os valores foram enviados por meio de operações bancárias fracionadas, mecanismo frequentemente analisado em investigações financeiras para verificar eventual tentativa de dificultar o rastreamento de recursos.

A empresa mencionada na investigação, denominada Golden Cat, é apontada pela Polícia Federal como uma estrutura utilizada para processar pagamentos e centralizar movimentações financeiras relacionadas ao esquema investigado. As autoridades sustentam que a organização operava com grande volume de transações e utilizava múltiplas contas bancárias para distribuir recursos.

A defesa de Fernando informou que não havia denúncia formal apresentada pelo Ministério Público Federal contra o empresário até o momento de sua morte. O advogado Armando de Mattos afirmou ainda que, com o falecimento, a persecução penal em relação ao investigado é encerrada, conforme prevê a legislação brasileira.

A Operação Narco Fluxo ganhou repercussão nacional após atingir empresários, influenciadores digitais e artistas. A ação teve como objetivo cumprir dezenas de mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal de Santos em diferentes estados do país e no Distrito Federal.

Segundo a Polícia Federal, a investigação busca esclarecer a existência de uma organização criminosa que teria utilizado empresas, plataformas digitais e atividades ligadas ao entretenimento para movimentar recursos de origem suspeita. Além das prisões temporárias e buscas, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens de investigados.

As apurações continuam em relação aos demais alvos da operação.