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Enfermeiro ajuda a salvar vida de homem que desmaiou pendurado em prédio de Santos

Com experiência de 20 anos em socorros, Bruno Canavezzi agiu rapidamente para salvar a vida de um trabalhador

Trabalhador, de 51 anos, ficou pendurado no 11º andar após desmaiar durante manutenção; enfermeiro foi essencial no socorro - Imagem: Reprodução /  Foto: Bruno Canavezzi
Trabalhador, de 51 anos, ficou pendurado no 11º andar após desmaiar durante manutenção; enfermeiro foi essencial no socorro - Imagem: Reprodução / Foto: Bruno Canavezzi

Gabriella Souza Publicado em 12/11/2025, às 08h20


O resgate de um trabalhador que passou mal e ficou pendurado em um prédio em Santos ganhou um toque especial: a ajuda de um enfermeiro que, por coincidência, estava passando de moto no caminho do serviço. O herói da vida real, chamado Bruno Canavezzi, foi crucial para garantir que o homem fosse retirado em segurança, destacando que o equipamento de proteção individual (EPI) foi o verdadeiro salva-vidas na situação.

O incidente aconteceu na tarde da última segunda-feira (10) em um edifício na Rua Minas Gerais, no bairro Boqueirão. O trabalhador, de 51 anos, estava fazendo a manutenção da fachada quando sofreu um mal súbito e desmaiou, ficando preso apenas pelo cinto de segurança no 11º andar.

Bruno Canavezzi, o enfermeiro, mora a apenas duas quadras dali e se deparou com a cena enquanto ia atender um paciente idoso. Ele viu um grupo de pessoas olhando para o alto com apreensão.

“Quando eu olhei para cima, o rapaz estava lá, pendurado, de cabeça para baixo. Pelo que o porteiro contou, ele já estava daquele jeito há quase dez minutos”, relatou Bruno.

Experiência ajudou a salvar uma vida

O que deu a Bruno a tranquilidade e o preparo para agir foi sua longa experiência. Além de ser enfermeiro há três anos, ele trabalhou por 17 anos como bombeiro, sendo nove deles como guarda-vidas na praia. Seu instinto de socorrista falou mais alto.

Ele se identificou na portaria do prédio e foi levado rapidamente ao 10º andar. Lá, instruiu a dupla que trabalhava com a vítima a subir para o andar de cima. "Eu pedi para a equipe que estava no serviço de manutenção ir para o apartamento de cima, assim eles teriam mais força para puxar e resgatar o colega. Eu fiquei embaixo para tentar falar com a vítima e ver o que estava acontecendo", explicou.

De acordo com Bruno, o homem pendurado estava tendo uma crise convulsiva. Ele orientou os colegas no andar de cima a puxar o homem para dentro o mais rápido possível. Assim que o trabalhador foi puxado para o 11º andar, Bruno subiu para prestar os primeiros socorros.

O enfermeiro notou que a vítima estava desorientada e com a visão alterada, por isso fez perguntas para verificar seu nível de consciência. O trabalhador, já mais desperto após o atendimento inicial, contou que sofre de um problema no coração. A boa notícia é que ele saiu do local lúcido, apesar do susto.

O papel essencial do EPI

Para Bruno, o resgate foi considerado tranquilo, pois ele já havia passado por treinamentos semelhantes. "São 17 anos de profissão, então foi até calmo. O grande medo é a altura, porque nesse tipo de resgate não pode ter erro. O erro mínimo é fatal, é queda livre", ponderou.

Ele fez questão de frisar a importância dos equipamentos de segurança. "Eu acredito que o que garantiu a vida dele foi o EPI [Equipamento de Proteção Individual], e nem o meu socorro", afirmou o enfermeiro.

O Corpo de Bombeiros confirmou que enviou três viaturas com sete profissionais. A corporação informou que o homem estava preso pela corda e foi puxado para dentro do edifício pelos próprios moradores, por meio de uma sacada, antes da intervenção total da equipe.

Os Bombeiros disseram ainda que o homem foi levado para a UPA Central pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No entanto, a Prefeitura de Santos não confirmou o acionamento do Samu e declarou que não repassa detalhes de pacientes, em atenção à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).