Descubra como a hiperconexão pode causar problemas físicos e emocionais significativos; FOMO pode prejudicar sua saúde física e mental, afetando sono e relacionamentos

Redação Publicado em 20/08/2026, às 11h24
Basta navegar pelas redes sociais por alguns minutos para se deparar com viagens exuberantes, festas animadas, celebrações de conquistas profissionais e rotinas aparentemente perfeitas. Para muitas pessoas, o contato constante com esses conteúdos digitais desperta a sensação incômoda de estar perdendo momentos importantes enquanto os outros aproveitam a vida ao máximo. Por trás desse sentimento persistente está a chamada FOMO, sigla em inglês para Fear of Missing Out, cuja tradução livre define o "medo de ficar de fora". O alerta sobre os impactos desse fenômeno comportamental contemporâneo na saúde mental, na autoestima e no bem-estar físico é feito pela psicóloga Verônica Lima, da Hapvida.
Segundo a especialista, embora não seja classificada formalmente como uma doença ou um diagnóstico clínico tradicional, a FOMO funciona como um forte gatilho emocional na rotina dos usuários.
"É aquela sensação de que as outras pessoas estão vivendo experiências melhores ou mais interessantes. Isso pode provocar ansiedade, insatisfação e uma necessidade excessiva de acompanhar o que os outros estão fazendo", explica a profissional.
A psicóloga ressalta que as plataformas digitais amplificam essa percepção de insuficiência ao exibirem apenas uma seleção criteriosa dos melhores momentos de cada pessoa.
"Quando comparamos a nossa vida inteira com os melhores momentos que alguém escolheu publicar, essa comparação torna-se injusta. A pessoa pode começar a acreditar que está ficando para trás ou que sua vida não é suficientemente interessante, mesmo que aquilo que é apresentado nas redes seja apenas uma pequena parte da realidade do outro", destaca Verônica.
Impactos na saúde física, no sono e dicas para desconectar
O problema atinge níveis preocupantes quando a obrigação de acompanhar o universo virtual passa a comprometer o cotidiano. A hiperconexão prejudica o ciclo do sono, eleva a ansiedade e pode provocar reações físicas no organismo, como tensão muscular crônica, dores de cabeça, palpitações no peito e distúrbios digestivos. Além disso, a dependência das telas dificulta a capacidade de desfrutar os momentos em família e os períodos de descanso.
"É importante observar quando estar conectado deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade que gera angústia. Conferir o celular repetidamente, sentir ansiedade quando não consegue acessar as redes ou perceber prejuízos no sono, nos relacionamentos, no trabalho ou nos estudos são sinais que merecem atenção", orienta a psicóloga.
Para construir uma relação mais equilibrada e saudável com a tecnologia, a especialista recomenda estabelecer períodos diários longe das telas, silenciar notificações, deixar o celular distante no horário de dormir e priorizar as vivências presenciais.
"Não precisamos participar nem saber de tudo ou estar disponíveis o tempo inteiro. É importante reconhecer os próprios limites e entender que não estar em determinado lugar ou não acompanhar tudo o que acontece não significa estar perdendo algo", conclui a profissional.
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