Polícia

Erro de localização termina em denúncia falsa e mulher registra ocorrência por calúnia em Praia Grande

Neuropsicopedagoga afirma que teve a imagem compartilhada nas redes sociais com acusação de tentativa de sequestro após confusão provocada por um endereço informado incorretamente

Neuropsicopedagoga afirma ter sido confundida após um erro de endereço e registrou boletim de ocorrência por calúnia depois que sua imagem passou a circular nas redes sociais com uma falsa acusação - Imagem: Arquivo Pessoal e Reprodução/Redes Sociais
Neuropsicopedagoga afirma ter sido confundida após um erro de endereço e registrou boletim de ocorrência por calúnia depois que sua imagem passou a circular nas redes sociais com uma falsa acusação - Imagem: Arquivo Pessoal e Reprodução/Redes Sociais

Redação Publicado em 27/07/2026, às 15h12


Uma moradora de Praia Grande registrou um boletim de ocorrência por calúnia após ser erroneamente acusada de tentativa de sequestro de uma criança, resultando na divulgação de sua imagem nas redes sociais. O incidente começou com um erro de endereço ao buscar um menino, levando a uma série de mal-entendidos.

Claudia Regina Pereira Torres, a neuropsicopedagoga envolvida, relatou que a confusão se intensificou quando sua foto foi compartilhada com informações falsas, gerando preocupação com sua segurança e a de sua família. A situação foi exacerbada pela rápida disseminação das acusações na Baixada Santista.

Após o ocorrido, a irmã do menino esclareceu em um vídeo que tudo foi um mal-entendido e que a família não teve envolvimento na divulgação das imagens. A Polícia Civil agora investiga a origem das acusações e a responsabilidade pela propagação das informações falsas.

Uma moradora de Praia Grande registrou um boletim de ocorrência por calúnia após afirmar ter sido vítima de uma falsa acusação de tentativa de sequestro de uma criança. Segundo o relato da mulher, um erro no endereço para buscar um menino desencadeou uma sequência de equívocos que culminou na divulgação de sua fotografia em redes sociais e aplicativos de mensagens, acompanhada de acusações sem comprovação.

O caso ocorreu na sexta-feira (24), quando a neuropsicopedagoga Claudia Regina Pereira Torres, de 51 anos, foi atender a um pedido de uma familiar para buscar um amigo do filho que passaria o fim de semana na residência da família. Conforme relatou, ela se dirigiu ao endereço recebido, mas posteriormente foi constatado que a localização enviada estava incorreta.

Ao chegar ao local, Claudia perguntou aos moradores pela criança informando o nome da mãe. Durante a conversa, foi orientada a procurar outro imóvel onde havia um menino cuja mãe possuía o mesmo nome. No entanto, antes que qualquer contato fosse feito com a criança, o equívoco foi identificado. A mulher afirmou que explicou a situação, pediu desculpas aos presentes e deixou o local.

No dia seguinte, porém, fotografias da neuropsicopedagoga começaram a circular em grupos de mensagens e redes sociais acompanhadas da informação de que ela teria tentado sequestrar uma criança. Segundo a mulher, as publicações se espalharam rapidamente por cidades da Baixada Santista, provocando preocupação com sua segurança e a de seus familiares.

Diante da repercussão, Claudia procurou o 2º Distrito Policial de Praia Grande para registrar a ocorrência por calúnia. De acordo com ela, durante o atendimento foi constatado que não existia boletim de ocorrência relacionado a uma suposta tentativa de sequestro envolvendo seu nome.

A mulher afirmou ainda possuir mensagens, áudios e outros registros que, segundo ela, demonstram que toda a situação decorreu exclusivamente de um erro na localização informada para buscar a criança.

Após o episódio ganhar repercussão, a irmã do menino envolvido na confusão publicou um vídeo nas redes sociais esclarecendo que o caso foi resultado de um mal-entendido. Apesar disso, ela informou que a família ficou assustada com a situação e preocupada com a segurança da criança. Também afirmou que os familiares não foram responsáveis pela divulgação das imagens da neuropsicopedagoga na internet.

O caso chama atenção para os impactos da disseminação de informações sem confirmação nas redes sociais. A divulgação de acusações sem a devida apuração pode causar prejuízos à reputação, à vida profissional e à segurança das pessoas envolvidas, além de gerar consequências jurídicas para quem compartilha conteúdos falsos ou ofensivos.

A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias da divulgação das imagens e da acusação para identificar eventuais responsabilidades.


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