Obras da UME Hilda Rabaça em Santos são retomadas com parceria entre Prefeitura e iniciativa privada, garantindo custo zero ao município

Redação Publicado em 28/04/2026, às 11h36 - Atualizado às 11h36
As obras da futura UME Hilda Rabaça, localizada na Vila Haddad, em Santos, entraram em uma nova e acelerada fase de construção. O projeto, que havia sido interrompido após o abandono da construtora vencedora da licitação original, foi retomado graças a uma parceria entre a Prefeitura e a iniciativa privada. A empresa santista Marimex assumiu a execução dos trabalhos a "custo zero" para os cofres públicos, como parte de um Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras e/ou Compensatórias (Trimmc) pelo licenciamento de um terminal portuário no Valongo.
Situada na Praça Guilherme Délius, a nova unidade escolar terá 1.500 m² de área construída, distribuídos em dois pavimentos totalmente climatizados e acessíveis. Para o prefeito Rogério Santos, a retomada é um marco para a Zona Noroeste, pois permitirá que a capacidade de atendimento salte de 60 para mais de 120 crianças, atendendo desde o berçário até o maternal em período integral.
Infraestrutura moderna e espaços lúdicos
O projeto arquitetônico, assinado pela Prodesan, foi pensado para oferecer um atendimento multidisciplinar de excelência. No pavimento térreo, a escola contará com lactário, pátio interno e um jardim sensorial, projetado para estimular o desenvolvimento cognitivo dos bebês. O playground será um destaque à parte, equipado com brinquedos de madeira, casinha de boneca e uma estrutura de "casa do Tarzan" com rampa e escalada.
Já o andar superior abrigará seis salas de aula equipadas com vestiários, brinquedoteca e sala multiuso. A acessibilidade é um pilar central do prédio, que contará com elevador, comunicação visual adaptada e barras de apoio. Enquanto o novo prédio não fica pronto, com previsão de entrega para daqui a aproximadamente um ano, os alunos continuam sendo atendidos provisoriamente nas dependências da UME Oswaldo Justo.
Superação de entraves jurídicos
A retomada da obra nesta terça-feira (28) só foi possível após a Prefeitura de Santos superar um longo imbróglio jurídico com a antiga prestadora de serviços, a JEA Construtora. A empresa abandonou o canteiro de obras em fevereiro de 2025, tendo executado apenas 47,6% do projeto. Diante da inexecução parcial, a Administração Municipal rescindiu o contrato, aplicou uma multa de R$ 927 mil e buscou alternativas legais para não deixar a comunidade desassistida.
Segundo a secretária de Obras e Edificações, Larissa Oliveira Cordeiro, após consultar outras empresas da licitação original sem sucesso, a solução via Trimmc se mostrou a mais ágil e econômica. O uso de contrapartidas de empresas que operam no Porto de Santos para construir equipamentos de educação e saúde é uma estratégia que tem ganhado força na atual gestão, permitindo que obras complexas sejam finalizadas sem depender exclusivamente do orçamento direto do município.
Leia também

Santos cede empate para San Lorenzo e fica na lanterna do grupo na Sul-Americana

Animais furtados são devolvidos ao Orquidário de Santos após ação da Guarda Civil Municipal

Trabalhadores realizam protestos e paralisam o Porto de Santos por 12 horas contra o PL da mão de obra

“Feliz desaniversário pra você”

Cava subaquática: entenda o que é e quais riscos pode oferecer

Santos cede empate para San Lorenzo e fica na lanterna do grupo na Sul-Americana

Evelin Bonifácio é convocada para o período de treinos com a Seleção Brasileira; confira a lista completa

Com investimento de R$ 2,5 bilhões, consórcio assume travessias de Santos, Guarujá e Bertioga

Pesquisa identifica área de reprodução de tubarão ameaçado em reserva marinha

Mercedes leva primeiro grande pacote de atualizações ao GP do Canadá