Novo empreendimento no Jardim Costa e Silva contará com apartamentos acessíveis e unidades comerciais para movimentar a economia local

Gabriella Souza Publicado em 14/01/2026, às 08h13
Moradores que vivem sob o medo constante de enchentes nos bairros Pilões e Vila Noel, em Cubatão, receberam uma notícia que promete mudar suas vidas. Um novo acordo firmado entre o Governo do Estado e a administração municipal vai tirar do papel o conjunto habitacional “Cubatão Y”. A iniciativa tem como objetivo principal retirar 633 famílias dessas zonas de perigo, onde o transbordamento de rios é um problema recorrente, e levá-las para um local seguro e definitivo.
A construção será realizada no bairro Jardim Costa e Silva. A gestão de toda a obra ficará nas mãos da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), que selou a parceria com a prefeitura local.
Para que o projeto da casa própria se torne realidade para essas pessoas, o investimento será pesado: o custo total do projeto é de R$ 158,2 milhões. A maior parte dessa verba, cerca de R$ 128,2 milhões, sairá dos cofres do Estado, enquanto o município entrará com a contrapartida de R$ 30 milhões.
Detalhes do projeto e prazos
Quem passar pelo Jardim Costa e Silva no futuro verá um empreendimento pensado para ser funcional. De acordo com as informações
divulgadas, cada apartamento terá uma área útil aproximada de 48 m². A planta das unidades inclui dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. Além disso, o projeto prevê adaptações de acessibilidade, garantindo conforto para idosos ou pessoas com deficiência.
Outro ponto interessante é que o conjunto não será apenas residencial. A ideia é movimentar a economia do entorno, por isso, foram projetadas 10 unidades voltadas para o comércio. Isso deve ajudar a desenvolver o bairro e trazer mais serviços para perto dos novos moradores.
Apesar da assinatura do acordo, a ansiedade das famílias terá que ser controlada por mais um tempo. Ainda não existe uma data cravada para as máquinas começarem a trabalhar. O que se sabe é que, assim que a primeira pedra for colocada, a previsão é que tudo fique pronto em 48 meses, ou seja, quatro anos de obras até a entrega das chaves.
Como vai funcionar o pagamento
Uma das grandes preocupações de quem sai de áreas de risco para conjuntos habitacionais é o valor da prestação. Segundo a CDHU, o cálculo será feito pensando no bolso de cada morador, baseando-se na renda familiar. Basicamente, existirão dois caminhos para o financiamento.
Na primeira opção, a família compromete 20% da sua renda mensal, e esse valor sofre um reajuste anual seguindo a inflação (IPCA). Já a segunda alternativa prevê o comprometimento de 30% da renda, mas com uma vantagem: as parcelas são fixas e não mudam até o final do contrato. Ao término do pagamento, os moradores receberão a escritura definitiva, garantindo legalmente que o imóvel é deles e encerrando o ciclo de ocupação nas áreas antigas de Pilões e Vila Noel.
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