Notícias

Estratégia jurídica evita paralisação no Porto de Santos; atuação do jurídico do Sindgran foi decisiva

A mobilização, que ameaçava bloquear os acessos ao maior complexo portuário da América Latina, foi suspensa

Participaram da reunião,  os advogados: Felipe Chiarini (advogado da AutoridadePortuária), Mônica Ferreira (advogada Sindgran), Marcelo Zovico (Superintendente Jurídico da AutoridadePortuária) e  William Cláudio (Sindgran e Vice-presidente da ACTA) - Imagem: Divulgação
Participaram da reunião, os advogados: Felipe Chiarini (advogado da AutoridadePortuária), Mônica Ferreira (advogada Sindgran), Marcelo Zovico (Superintendente Jurídico da AutoridadePortuária) e William Cláudio (Sindgran e Vice-presidente da ACTA) - Imagem: Divulgação

Jair Viana Publicado em 26/03/2026, às 16h10


Em um cenário de tensão logística, a atuação firme e técnica do advogado William Cláudio, representante do Sindicato dos Operadores de Transporte de Cargas e Logística do Polo Industrial de Cubatão e Região (Sindgran), foi peça-chave para evitar uma paralisação de 24 horas prevista para a última quarta-feira (25) no Porto de Santos.

A mobilização, que ameaçava bloquear os acessos ao maior complexo portuário da América Latina, foi suspensa após uma reunião de alto nível entre a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a diretoria do sindicato. O impasse girava em torno das rigorosas normas de agendamento e dos altos custos operacionais nos pátios reguladores, pontos que vinham gerando crescente insatisfação entre os caminhoneiros e preocupação em todo o setor logístico.

Diálogo jurídico como ferramenta de pacificação

O desfecho positivo, no entanto, não ocorreu apenas por meio de negociações operacionais, mas também a partir de um aprofundado debate jurídico. No dia 25 de março, a mesa de negociação reuniu especialistas para discutir, sob a ótica legal, a estrutura de cobrança e a regulamentação do pátio regulador.

Nesse contexto, o advogado Wiliam Cláudio, que também exerce o cargo de vice-presidente da Associação dos Caminhoneiros Autônomos e Transportadores de Cargas de Santos e Região (ACTA), destacou-se ao lado da advogada Dra. Mônica Ferreira na defesa dos interesses da categoria.

“​O diálogo precisa ser transparente, mas também amparado pela legalidade. Nosso objetivo foi levar à mesa não apenas a insatisfação prática dos motoristas, mas também a necessidade de revisão de normas que impactam diretamente a operação e a segurança jurídica do setor”, destacou Wiliam Cláudio durante as tratativas.

Do outro lado da mesa, representando a Autoridade Portuária, estiveram o diretor de Operações, Beto Mendes, o superintendente jurídico, Dr. Marcelo Zovico, e o advogado Dr. Felipe Chiarini. A presença das equipes jurídicas de ambos os lados demonstrou a complexidade do tema e a intenção de construir uma solução estrutural, e não apenas paliativa.

Resultado e impactos

O principal resultado da reunião foi o compromisso firmado pela APS de reavaliar as normas que regulam o agendamento de caminhões. A medida visa reduzir as longas esperas nos pátios reguladores, que, além de gerarem custos excessivos aos transportadores, comprometem a eficiência do fluxo de cargas.

Com o acordo firmado, a paralisação foi cancelada, e o fluxo de caminhões no Porto de Santos operou normalmente. A atuação do advogado William Cláudio foi decisiva para transformar uma potencial crise logística em um exemplo de diálogo institucional, mostrando que o fortalecimento da representação jurídica do Sindgran é fundamental para garantir direitos e assegurar a continuidade das operações sem sobressaltos.

“A eficiência do Porto de Santos depende da saúde financeira de quem faz a carga chegar e sair. Nosso trabalho é equilibrar essa balança, assegurando que as regras sejam justas e que o interesse público — que é o escoamento da produção — não seja prejudicado por medidas que oneram excessivamente o transportador”, concluiu Wiliam Cláudio.

O desfecho reforça o papel estratégico do Sindgran como interlocutor qualificado e evidencia a importância de uma assessoria jurídica especializada para a manutenção da harmonia entre os agentes portuários.