Saúde

Estudantes de Cubatão levam pesquisa sobre atividade física e HIV à maior conferência mundial sobre Aids

Projeto desenvolvido por alunas de Medicina propõe o exercício físico como estratégia complementar ao tratamento de pessoas vivendo com HIV e será apresentado em evento internacional no Rio de Janeiro

Projeto desenvolvido por estudantes de Medicina de Cubatão propõe a atividade física como aliada ao tratamento de pessoas vivendo com HIV e será apresentado na maior conferência internacional sobre Aids, no Rio de Janeiro - Imagem: Arquivo Pessoal
Projeto desenvolvido por estudantes de Medicina de Cubatão propõe a atividade física como aliada ao tratamento de pessoas vivendo com HIV e será apresentado na maior conferência internacional sobre Aids, no Rio de Janeiro - Imagem: Arquivo Pessoal

Redação Publicado em 06/07/2026, às 14h50


Três estudantes de Medicina da Universidade São Judas Tadeu tiveram um trabalho selecionado para a 26ª Conferência Internacional sobre Aids, que ocorrerá no Rio de Janeiro, destacando a importância do exercício físico como complemento ao tratamento de HIV.

O projeto, elaborado por Júlia Costa Gusmão, Maria Luiza Junqueira de Lima e Priscilla Rodrigues Gonçalves, enfatiza os benefícios da atividade física na saúde física e mental de pessoas vivendo com HIV, com base em estudos científicos que comprovam sua eficácia.

Após a apresentação no evento, o projeto será discutido na universidade em agosto, e as autoras buscam apoio financeiro para participar da conferência, visando dar continuidade à pesquisa e promover a saúde de pacientes com HIV.

Três estudantes do curso de Medicina da Universidade São Judas Tadeu, campus de Cubatão, tiveram um trabalho acadêmico selecionado para apresentação na 26ª Conferência Internacional sobre Aids, considerada o principal encontro mundial voltado à pesquisa, à saúde pública e aos direitos das pessoas que vivem com HIV. O evento será realizado entre os dias 26 e 31 de julho, no Rio de Janeiro, marcando a primeira edição sediada na América do Sul.

O projeto foi elaborado pelas universitárias Júlia Costa Gusmão, de 20 anos, Maria Luiza Junqueira de Lima, de 21, e Priscilla Rodrigues Gonçalves, de 23. A proposta apresenta o exercício físico como uma estratégia complementar aos tratamentos convencionais, destacando os benefícios da prática regular para a saúde física e mental de pessoas que vivem com HIV, sem substituir a terapia antirretroviral.

Segundo as autoras, a iniciativa surgiu durante uma atividade desenvolvida em sala de aula. Enquanto a maioria dos grupos optou por abordar diagnóstico, carga viral e aspectos clínicos da infecção, elas decidiram ampliar a discussão sobre qualidade de vida e cuidados integrais aos pacientes.

De acordo com Maria Luiza Junqueira de Lima, integrante da equipe, a pesquisa foi construída com base em estudos científicos que demonstram os efeitos positivos da atividade física na redução da inflamação crônica associada ao HIV, além da prevenção de alterações musculares, ósseas e metabólicas frequentemente observadas nesses pacientes.

As estudantes também destacam que a prática regular de exercícios pode contribuir para o fortalecimento da função imunológica, melhorar a composição corporal, favorecer o bem-estar psicológico e ampliar a qualidade de vida, desde que associada ao acompanhamento médico e ao tratamento medicamentoso recomendado.

Além da revisão da literatura científica, o grupo promoveu ações educativas e rodas de conversa voltadas à conscientização sobre a importância da atividade física como parte do cuidado em saúde.

O reconhecimento internacional veio após a seleção do trabalho pela Sociedade Internacional de Aids (IAS), organizadora da conferência. Para as estudantes, a aprovação representa uma oportunidade de compartilhar a proposta com pesquisadores e profissionais de diversos países, além de incentivar novas discussões sobre abordagens multidisciplinares no atendimento às pessoas que vivem com HIV.

Após a apresentação no evento internacional, o projeto também será debatido na Universidade São Judas Tadeu, em Cubatão, no dia 6 de agosto. As autoras informaram ainda que buscam apoio para custear despesas com transporte e hospedagem durante a participação no congresso.

Segundo as estudantes, o objetivo é dar continuidade à pesquisa e incentivar novas iniciativas que ampliem o debate sobre promoção da saúde, prevenção de complicações e melhoria da qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV por meio da prática orientada de exercícios físicos.