Violência

Estudantes são investigados por agressões contra calouros em alojamento de escola técnica no litoral

Três jovens foram indiciados após denúncias de violência e humilhações contra alunos mais novos em alojamento estudantil em Iguape

Caso de agressões entre estudantes em alojamento da Etec Engenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros é investigado pela polícia após denúncias de violência contra calouros - Imagem:  G1 Santos
Caso de agressões entre estudantes em alojamento da Etec Engenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros é investigado pela polícia após denúncias de violência contra calouros - Imagem: G1 Santos

Redação Publicado em 13/03/2026, às 15h37


A Polícia Civil investiga um caso de violência em um alojamento escolar em Iguape, onde três estudantes foram indiciados por agredir calouros em um suposto 'ritual' de trote, resultando em ferimentos visíveis em uma das vítimas.

Os relatos indicam que os calouros eram submetidos a punições físicas e psicológicas, incluindo tapas e intimidações, o que levou a família de uma das vítimas a buscar ajuda após notar os ferimentos.

Após a denúncia, a escola afastou os alunos envolvidos e implementou atividades remotas, enquanto o Conselho Tutelar e a Polícia Civil continuam a investigar e coletar provas, incluindo vídeos das agressões.

A Polícia Civil investiga um caso de violência envolvendo estudantes em um alojamento escolar no município de Iguape, no litoral paulista. Três jovens, com idades de 15, 16 e 18 anos, foram indiciados após denúncias de que teriam submetido calouros a agressões físicas e situações de humilhação dentro da unidade de ensino.

Os suspeitos são alunos da Etec Engenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros, instituição que oferece ensino técnico e médio e mantém alojamento para estudantes. De acordo com relatos de familiares das vítimas, as agressões fariam parte de uma espécie de “ritual” imposto aos novatos no início do ano letivo.

Segundo os depoimentos, os calouros teriam sido obrigados a cumprir um suposto “juramento de trote”, durante o qual sofreriam punições físicas e psicológicas. Entre as agressões relatadas estão tapas, golpes com objetos e outras formas de intimidação dentro do alojamento.

O caso veio à tona após um dos adolescentes retornar para casa no fim de semana com ferimentos visíveis no corpo. A família procurou esclarecimentos e acabou descobrindo que outros estudantes também teriam sido vítimas das agressões.

Após a denúncia, a Polícia Militar do Estado de São Paulo foi acionada e encaminhou os envolvidos para a delegacia da cidade. A ocorrência foi registrada inicialmente como lesão corporal e vias de fato.

Durante as diligências, investigadores apreenderam celulares dos suspeitos e alguns objetos que podem ter sido utilizados nas agressões. Nos aparelhos, segundo a polícia, foram encontrados vídeos que mostram parte das ações contra os calouros.

O caso passou a ser apurado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, que segue reunindo provas e ouvindo testemunhas. Paralelamente, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação e garantir o suporte necessário aos adolescentes envolvidos.

Em nota, a direção da escola informou que repudia qualquer forma de violência e que adotou medidas imediatas após tomar conhecimento das denúncias. Os três estudantes apontados como responsáveis foram afastados do convívio presencial e passaram a cumprir atividades escolares de forma remota enquanto o caso é investigado.

A instituição também afirmou que criou um grupo interno para acompanhar a situação e colaborar com as autoridades na apuração dos fatos. O Centro Paula Souza, responsável pela rede de escolas técnicas no estado, declarou que segue monitorando o caso e prestando apoio aos alunos e familiares.

Enquanto as investigações avançam, as autoridades avaliam possíveis responsabilidades e medidas legais cabíveis diante das denúncias de violência no ambiente escolar.