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Falta de documentos para pesca em Guarujá gera apreensão de barcos e multa de R$ 1,8 milhão

Durante a operação, foram confiscadas embarcações e redes de pesca; ação resultou na apreensão de 23.420 quilos de palombeta

Fiscais da PM Ambiental descobrem pescadores ilegais em Guarujá e aplicam multas que somam R$ 1,8 milhão - Foto: Divulgação/ Polícia Militar Ambiental
Fiscais da PM Ambiental descobrem pescadores ilegais em Guarujá e aplicam multas que somam R$ 1,8 milhão - Foto: Divulgação/ Polícia Militar Ambiental

Redação Publicado em 23/06/2026, às 09h39


Os fiscais da Polícia Militar Ambiental descobriram que os tripulantes de um barco não tinham autorização legal nenhuma para trabalhar na região marítima do município. Durante uma vistoria bem detalhada feita pelas autoridades, ficou constatado que um dos homens pescava sem carregar a sua carteira de pescador profissional de forma física ou digital. Para piorar o cenário da abordagem, o outro trabalhador atuava no local sem nenhuma licença válida emitida pelos órgãos ambientais competentes, o que desrespeita completamente as leis vigentes de proteção à natureza.

Por causa dessas irregularidades e dos crimes flagrados, a polícia aplicou uma punição pesada e confiscou todo o material de trabalho que estava atracado no canal. Essa vistoria minuciosa e a análise da documentação dos trabalhadores aconteceu no momento em que uma traineira estava parada bem na área da antiga Cooperativa de Pesca Nipo-Brasileira, em Guarujá.

A lista das apreensões e o prejuízo no bolso

Toda a ação aconteceu no último sábado (20) e terminou com dois pescadores recebendo multas em um valor total impressionante e milionário de R$ 1.877.600,00 por causa da atividade totalmente irregular no Canal do Estuário. Além do desfalque financeiro gigantesco para os infratores, os policiais ambientais recolheram muitos equipamentos de grande porte. A lista oficial das apreensões inclui:

  • Duas embarcações completas: Sendo um barco grande feito de madeira e uma embarcação menor de apoio, muito conhecida popularmente como caíco;
  • Redes quilométricas: Cerca de 800 metros de redes de pesca que estavam esticadas e sendo utilizadas de forma totalmente ilegal no mar;
  • Uma carga gigante de peixes: Exatamente 23.420 quilos de palombeta que haviam acabado de ser retirados da água sem autorização.

Destino solidário para a comida recolhida

Apesar do grande prejuízo e do susto para os homens que cometeram o crime ambiental, a ocorrência policial acabou tendo um final muito bacana e solidário na região. Como todos os peixes recolhidos pelos agentes estavam frescos, saudáveis e totalmente próprios para o consumo humano, a equipe da Polícia Ambiental decidiu confiscar a carga e fazer uma entrega rápida para várias instituições de caridade e projetos filantrópicos das redondezas.

Dessa forma, as mais de 23 toneladas de alimentos foram divididas e distribuídas para cozinhas comunitárias, creches e abrigos que cuidam de famílias carentes e pessoas que enfrentam sérias dificuldades financeiras. Toda essa agilidade no repasse serviu para garantir que o produto retirado do mar não estragasse de jeito nenhum e ganhasse um destino nobre, alimentando quem realmente mais precisa de ajuda.