Aluna do 7º ano teria sido alvo de insultos discriminatórios enviados por colegas da Escola Municipal João Gonçalves; caso foi registrado na Polícia Civil e Prefeitura informou que vai apurar a situação

Redação Publicado em 15/07/2026, às 16h06
Uma aluna de 12 anos da Escola Municipal João Gonçalves, em Praia Grande, foi alvo de ofensas racistas por colegas em um grupo de rede social, levando a família a registrar um boletim de ocorrência e a Polícia Civil a investigar o caso.
As ofensas, que incluíam insultos sobre a cor da pele e cabelo da menina, foram compartilhadas por estudantes do 7º ano, e a mãe relatou que a filha já havia enfrentado bullying anteriormente, mas nunca algo tão grave.
A família buscou uma reunião com a direção da escola, que não ocorreu, e a Secretaria de Educação local se comprometeu a investigar a situação e a adotar medidas disciplinares se necessário, enquanto a mãe expressa preocupação com a segurança da filha ao retornar às aulas.
Uma menina de 12 anos, aluna da Escola Municipal João Gonçalves, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi alvo de ofensas racistas atribuídas a colegas em um grupo de rede social. Segundo a mãe da estudante, Karen Migotto Cunha, a filha recebeu insultos relacionados à cor da pele e ao cabelo. A família registrou um boletim de ocorrência, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.
As mensagens, conforme o relato da mãe e as informações registradas no boletim de ocorrência, foram compartilhadas por estudantes do 7º ano da unidade, localizada no bairro Aviação. A família teve acesso ao conteúdo e apresentou os registros às autoridades.
O episódio veio à tona no sábado (11), quando Karen estava viajando a trabalho. Ela contou que recebeu diversas ligações e áudios da filha, que chorava ao relatar o que havia acontecido.
De acordo com Karen, a adolescente já havia sido chamada de “feia” por um dos alunos envolvidos, mas nunca tinha enfrentado uma situação semelhante. A mãe afirmou ainda que a filha não tinha desentendimentos conhecidos com os colegas.
Ao tomar conhecimento das mensagens, Karen tentou intervir e enviou recados aos estudantes, informando que procuraria as autoridades. Segundo ela, os alunos passaram a utilizar fotos da mãe e também a fazer ofensas contra ela no mesmo grupo.
A família procurou a direção da Escola Municipal João Gonçalves e solicitou uma reunião para tratar do caso antes do retorno das aulas. Segundo Karen, o encontro não aconteceu.
A mãe afirmou que não se sentiu acolhida pela unidade de ensino e demonstrou preocupação com a volta da filha às atividades escolares. “Minha preocupação é quando as aulas voltarem. Quem vai garantir a segurança da minha filha?”, questionou.
Em nota, a Secretaria de Educação de Praia Grande informou que repudia qualquer forma de violência ou bullying nas escolas municipais. A pasta afirmou ainda que desenvolve ações de conscientização com os estudantes e que vai averiguar a situação relatada pela família.
Segundo a secretaria, caso sejam constatadas responsabilidades, poderão ser adotadas medidas disciplinares cabíveis.
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