Especialistas apontam que alterações ambientais e uma frente fria podem ter contribuído para a morte em massa desses animais marinhos.

Redação Publicado em 10/03/2026, às 02h36
Milhares de bolachas-do-mar foram encontradas mortas na praia do Balneário Marusca, em Ilha Comprida, gerando preocupação entre moradores devido ao forte odor e à quantidade de animais na areia. Especialistas sugerem que as mortes podem ser resultado de alterações ambientais, como variações de temperatura e salinidade, ou agitação do mar.
Milhares de bolachas-do-mar foram encontradas mortas na faixa de areia da praia do Balneário Marusca, em Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, na manhã deste domingo. O fenômeno chamou a atenção de moradores que registraram vídeos e relataram forte odor no local. O caso foi observado na região costeira e especialistas apontam que as mortes podem ter sido provocadas por alterações ambientais, como variações de temperatura, salinidade ou agitação do mar.
Nas imagens gravadas por moradores, os animais aparecem espalhados e concentrados em grandes quantidades sobre a areia. As bolachas-do-mar são parentes de ouriços e estrelas-do-mar e vivem normalmente em bancos de areia rasos, na região conhecida como entremarés.
O oceanógrafo e pesquisador do Instituto do Mar, Rodrigo Martins, analisou o caso e explicou que episódios desse tipo podem ocorrer por mudanças nas condições ambientais do oceano.
Segundo ele, alterações bruscas na salinidade da água, na temperatura ou períodos de mar muito agitado podem provocar mortalidade desses animais.
O especialista ressalta que a confirmação da causa exata dependerá de análises complementares.
A oceanógrafa Julia Lima, gestora da Fundação Florestal, também relacionou o fenômeno à forte frente fria que atingiu a região recentemente.
De acordo com ela, esse tipo de sistema meteorológico altera a hidrodinâmica das praias, deixando o mar mais agitado e favorecendo o deslocamento ou a morte de organismos marinhos.
A especialista acrescenta que praias como as de Ilha Comprida apresentam condições naturais que favorecem a presença dessas espécies, já que o relevo e a dinâmica das correntes formam bancos de areia onde as bolachas-do-mar vivem.
Outra possibilidade citada por Rodrigo Martins é a ocorrência do fenômeno conhecido como maré vermelha. Esse processo ocorre quando há proliferação de microalgas nocivas no mar.
Essas algas liberam toxinas na água e no ar durante seu metabolismo. Como as bolachas-do-mar se alimentam filtrando fitoplâncton, podem acabar ingerindo essas microalgas e sofrer intoxicação.
Apesar da grande quantidade de animais mortos, os especialistas afirmam que o episódio não representa risco para a sobrevivência da espécie.
De acordo com Martins, a densidade populacional das bolachas-do-mar é muito alta, podendo chegar a cerca de 1,3 mil indivíduos por metro quadrado em algumas áreas da praia.
Ele destaca que o fenômeno é considerado natural, mas deve ser acompanhado para entender melhor suas causas.
A Fundação Florestal informou que avalia a situação em conjunto com a prefeitura de Ilha Comprida e outros órgãos ambientais para definir eventuais medidas.
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